segunda-feira, 6 de junho de 2016

Julieta Imortal - Stacey Jay


"Ela lutará pela luz, e ele pela escuridão.
Lutando por século pela doce centelha do amor.
Sempre que duas almas se amarem de verdade, vocês os encontrarão
A corajosa Julieta, e Romeu, o desertor." 
(Cântigo italiano medieval, autor desconhecido)




Julieta cometeu suicídio, Romeu é o culpado,  e a alma de ambos são condenadas a viver durante séculos habitando corpos que pertencem a outras almas. Julieta foi enganada por seu verdadeiro amor, sua alma gêmea o homem a quem amou sem temer o futuro que lhe esperava, Julieta agora através dos séculos ajuda amantes a se juntarem e viverem seus felizes para sempre, enquanto Romeu tenta destruir essas uniões, ex-amantes lutando entre si para ver para unir e separar possíveis almas gêmeas. Essas personagens criadas por Shakespeare ganham um versão diferenciada nesse romance de Stacey Jay, os antes enamorados e casados Romeu e Julieta agora são inimigos. 


" Uma parte de mim sente que amar é um sacrilégio, mas não me importo. Não há nada no mundo como Romeu.Pelo resto da minha vida, ele será ele será o único deus cujos os pés me ajoelharei."


Julieta tem uma missão encontrar o próximo casal que irá ajudar a ficar juntos, porém em seu em sua jornada ela passa a sentir novamente as sensações de estar apaixonada, sentimento que ela acreditava não poder sentir mais, pois o amor para ela só trazia lembranças dolorosas e sombrias. 
A história tem um bom inicio e fim, prende o leitor nos primeiros capítulos, porém é morna mesmo que bem escrita, deixa o leitor curioso, mas em meu caso achei que faltou surpresas em suas revelações, para mim foi muito previsível, é claro que prende  o leitor acredito pelo fato de você querer saber se irá ter um desfecho memorável, se Julieta vai conseguir cumprir com sua última tarefa,  se Romeu é realmente o monstro que Julieta pinta, curiosidade para saber o porquê desses amantes serem inimigos mortais e tentar entender quem são os seres que comandam a alma deles.


" O amor verdadeiro não pode competir com a queda. É uma escalada pela face rochosa da montanha, um trabalho árduo, e a maioria das pessoas é egoísta ou tem medo de tentar."

Alguns detalhes da história são bem desenvolvidos, como a explicação sobre a peça de Shakespeare, e a ligação entre Julieta e Romeu e o escritor, também a inclusão de personagens que aparecem na peça e que Stacey Jay soube acrescentar magistralmente ao seu romance foi perfeita mesmo que óbvia (para mim). 

" Uma Rosa com outro nome ainda teria o cheiro do impossível. Eu preciso de um corpo, não de um nome".

Tem um enrendo lento e sem grandes revelações, com personagens interessantes principalmente por serem  personagens conhecidos pela sua tragédia. Algumas frases são bem desenvolvidas dentro do enredo e remete ao leitor a obra de Shakespeare. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O retrato ( The bookman's tale) - Charlie Lovett

Sinopse: 1995. A morte precoce de Amanda Byerly foi um golpe duro, que encheu de tristeza o coração de seu marido, Peter. Mais introspectivo do que nunca, ele decide deixar os Estados Unidos e se instalar na Inglaterra, onde passa a se dedicar à recuperação e à negociação de livros raros.

Em um de seus dias de pesquisa solitária, Peter se depara com o retrato de uma jovem muito parecida com sua amada esposa, guardado dentro de um livro. A semelhança impressiona, mas a aquarela foi pintada há muito, muito tempo. Trilhando um sinuoso caminho entre a era vitoriana e o final do século XX, Peter passa a investigar a origem do misterioso retrato. As pistas acabam por levá-lo a se envolver em um mistério histórico: uma obra perdida do dramaturgo William Shakespeare.


UM LIVRO FEITO PARA AQUELES QUE AMAM OS LIVROS.
Um amante de livros, um homem solitário, apaixonado e obsessivo são características de Peter Byerly, o que tem demais nisso? nada demais, apenas uma história envolvente que nos levar para o meio da discussão literária que dura séculos, quem era Shakespeare? Ele realmente existiu? Era o Edward de Vere? Francis Bacon? Quem realmente escreveu as peças do famoso dramaturgo Elisabetano?, com essas perguntas e a discussão entre Stratfordianos e Oxfordianos sobre a verdadeira identidade de William Shakespeare, Chalie Lovett nos envolve em um romance de obsessão pelos livros, pela história dos colecionadores, dos falsificadores do maior escritor inglês. Lovett nos mostra Peter Byerly um vendedor de livros que se ver envolto no mistério sobre a identidade de Shakespeare, porém não apenas isso o autor criou um romance que ilumina os apaixonados por livros a acreditar numa possível solução para as perguntas acima (é claro que ele esclarece ser ficção), mas a história é cheia de acontecimentos históricos que povoaram a literatura. Lovett se encarregou de citar escritores, falsificadores e colecionadores de livros que realmente existiram, para preenche de verossimilhança seu texto.

"Aqueles que entrarem aqui busquem não apenas o conhecimento, mas sabedoria"


O passado e presente se envolve de forma lenta e singular, é mostrado ao leitor como os acontecimentos se encaixam sem muita correria nas informações fornecidas na história. 
Eu me encantei com o personagem principal e sua adoração pela esposa e pelos livros, me vi muito nesse personagem e entendi o amor dele pelos livros.

" Antes ele pensava nos livros apenas como seu escudo, mas naquele momento eles pareciam ganhar vida própria, não tanto como obras de literatura ou história ou poesia, mas como objetos, coleções de papel e linha e tecido e cola e couro e tinta."


Algumas descobertas de Byerly são unicamente pela curiosidade de descobrir de quem é o retrato da jovem que é idêntica a sua falecida esposa, o enredo começa a se desenvolver a partir dessa curiosidade de Peter que se ver envolvido em uma trama de falsificações de livros raros, na descoberta da verdade sobre Shakespeare  e na recuperação de sua vida após a morte de sua Amanda. Nos é dado as informações que fazem sentir empatia pela dor de Peter e sua reclusão, Lovett deixa o leitor saber por que Byerly amava tanto sua mulher ao ponto de se refugiar em sua dor, enquanto isso ele também nos guia nos acontecimentos que possivelmente culminaram para não descoberta de escritos pela mão de Shakespeare. 

"Aposto que você nunca pensou que o mundo dos livros fosse tão perigoso."


O mundo de O retrato tem mistério, amor, obsessão, morte,perigo, mentiras e livros.

"...falsificar é contar mentiras. E, não importa quanto você seja bom em mentir, se fizer muito isso, pode se enterrar tão profundamente que a única forma de sair parece ser o assassinato."


Bibliotecas famosas e escritores famosos estão no enredo desse romance e enlaçam-se através de épocas distintas para contar uma história fascinante sobre a literatura inglesa e como mudaria a percepção de muitos e mudo literário se fosse descoberto textos escritos a mão por Shakespeare ou se alguém pudesse provar que realmente foi o famoso dramaturgo. Você é um Stratfordiano ou um Oxfordiano? 

 " Que ele fosse um monumento à tolice, Philip pensou, um tributo vazio ao que acontece com um homem que coloca o dinheiro acima do amor, a rivalidade acima da integridade, a falsificação acima da realidade."


A narrativa é bem amarrada, Lovett consegue com maestria ligar os fatos históricos e seus personagens. O livro me encantou assim que li a sinopse, resolvi não me aprofundar em detalhes ao escrever sobre ele, pois corro o risco de dar spoiler, me diga quem não iria querer: 

"Achar um livro que mudasse a história"








domingo, 20 de setembro de 2015

Thirteen Reasons Why - Jay Asher

"Era exatamente isso que eu queria para mim. Queria que as pessoas confiassem em mim, apesar de qualquer coisa que tivessem ouvido. E, mais do que isso, queria que me conhecessem. Não aquilo que pensavam saber a meu respeito. Mas eu de verdade."


"Você não pode interromper o futuro, nem modificar o passado. O único jeito de descobrir este segredo é apertando play►."

Thirteen Reasons Why em português Os 13 porquês, não é um livro sobre a forma correta de escrever a palavra porquê, mas uma história que nos leva para a vida e morte de Hanna Baker, uma garota que se suicidou e que deixou para 13 pessoas, registrado em fitas cassetes o porquê do envolvimento delas na sua morte. Nas fitas, Hanna explica para cada ouvinte que treze motivos a levaram a cometer suicídio e que cada um deles precisa ouvir todas as fitas e descobrir qual foi sua contribuição.
A história nos leva a conhecer o co-narrador Clay Jensen, um garoto que recebe, como todas as outras pessoas antes dele, as 13 fitas gravadas por Hanna. Acompanhamos Clay na sua agonia para descobrir qual fita pertence a ele e o motivo dele esta envolvido. Durante a narrativas de Hanna, enquanto Clay escuta as fitas, ele nos leva a conhecer os lugares quais Hanna frequentou e ver as pessoas que também fazem parte das razões e são julgados por Hanna como culpados pelo  sua morte.

“Uma pessimista? Uma otimista? Nenhuma das alternativas. Uma idiota.”


O leitor como Clay é levado a curiosidade de descobrir cada motivo e seus envolvidos, nós não temos  as fitas, porém a cada página há um novo cenário, uma nova razão e um novo culpado que nos envolve com a narrativa e prende a atenção do leitor a vida torturante, triste e depressiva de Hanna. Muitos das razões que Hanna nos apresenta achei fútil e pequena, mas me coloquei no lugar dela em muitas das situações, senti a dor da personagem, seu medo, suas dúvidas e dor, me perguntei muitas vezes durante a leitura se ela poderia está viva, mas é bem claro desde o inicio que ela está morta. Clay sofre por estar nas fitas, sofre por Hanna e pelas pessoas envolvidas. 
Faz bastante tempo que li e não quero dar spoilers, e algumas coisas nem lembro, mas é uma leitura que me marcou, e as pequenas coisas que as pessoas presentes nas fitas de Hanna fizeram elas podem até parecerem sem valor e importância para quem pratica, porém para quem sofre o bullying como Hanna sofreu essas coisas são gigantes, tão gigantes que chegam a esmagar. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O ocultismo no nosso dia a dia: Lilith

Bem, esse é o meu primeiro post aqui no blog... e como sei que os leitores são ligados e modernos, resolvi trazer uma temática pouco citada em blogs sérios e interessantes. :p

O título deste post é "O ocultismo no nosso dia a dia: Lilith" e pretendo resumir oque sei sobre ela, a Lua Negra. Uma figura demoníaca, feminista, má e banida do céu. Calma! Esta é a definição dada a ela pela Igreja e que rola até os dias de hoje. Não, não estou dizendo que não seja verdade.... MAS vamos ver os fatos e VOCÊ tire a sua conclusão.

Temida por muitos, e com razão, Lilith é considerada o primeiro demônio da Legião de Lúcifer. "A mãe de todos os demônios", como prefiram. A primeira imagem do post é polêmica... retrata EVA sendo influenciada pela serpente (Lilith) no Paraíso.


Eva não foi a primeira mulher de Adão. Ele não ficou viúvo! No início dos tempos, Deus criou o homem e a mulher... mas diferentemente do que se pensa, a mulher não foi feita originalmente da costela de Adão... ela foi feita do mesmo material que ele, sendo equiparada e tratada de forma igual. Essa primeira mulher foi Lilith.

Apesar de ter sido feita do mesmo material que Adão, a Lua Negra não estava satisfeita com o tratamento a ela dispensado. Nas obrigações, nas decisões e nos atos sexuais, Lilith deveria ser submissa ao seu parceiro. Seria isso uma visão machista? Seria ela a primeira feminista dos tempos? Ou seria apenas rebeldia de um demônio? Seja qual for a resposta o fato é que Deus expulsou Lilith do Paraíso e ela foi acolhida por Lúcifer no Inferno e se tornou sua esposa. Final feliz para todo mundo! Para que algo semelhante não voltasse a acontecer, Deus então criou Eva a partir de uma costela de Adão... e o resto todo mundo já sabe.

Diversos livros, filmes e afins retratam Lilith como sendo má, agressiva, impiedosa e manipuladora. Bases oriundas da Bíblia, onde há apenas menção a serpente e não ao nome propriamente dito e adquiriu referências na maioria das religiões conhecidas pelo homem moderno.


Após sua "migração" para o inferno, ela teria constituído novas forças - agora negativas - para que pudesse ser considerada uma Lady. Ganhou escravos, filhos(as) e formulou suas próprias regras de SER e de CONVIVER. Filh@s da Lua Negra são conhecidos pela sua força psíquica e elevado grau de controle energético.

Já nos cinemas, Lilith é retratada da pior forma possível, sempre levando em consideração o seu lado sombrio. VÁRIOS....SSSSS filmes já foram produzidos tendo a Lua Negra como base da história.  Um deles se chama "Lua negra" e pode ser assistido abaixo (cenas fortes e proibidas para menores de 18 anos):


Vampiros, zumbis, lobisomens entre outras criaturas/figuras das trevas são associadas a Lilith. Outro filme que faz menção a ela:





Até na série "Supernatural" Lilith já foi retratada como sendo um demônio que tenta libertar Lúcifer. Saiba mais sobre este episódio em ler sinopse do episódio.

Aos filh@s de Lilith são atribuídos alguns dons (os 10 mais comuns):
  1. Forte poder psíquico;
  2. Manipuladores energéticos (podem induzir a felicidade - ou tristeza - de qualquer pessoa);
  3. São fortes formadores de opinião;
  4. Sedução manipuladora (podem seduzir qualquer pessoa que desejar, devendo para isso a conquista do ato sexual);
  5. Adoradores e causadores do caos psicológico nas pessoas (podem ser causadores de doenças como a depressão);
  6. Conquistas materiais baseadas no seu poder mental (extremo pensamento criativo);
  7. Bondade com os que sofrem (devido o sofrimento vivido por Lilith ao ser menosprezada e diminuída, seus filhos carregam o sentimento da rejeição);
  8. Vingadores natos e pacientes (a pior espécie kkkkk');
  9. São amates do animal "místico" (o gato,em especial o preto);
  10. Possuem o dom nato da ironia e a usam sempre;
Alguns afirmam que Lilith é destruidora de crianças como forma de vingança... mas não é bem assim.
Ao ser expulsa do Paraíso, a Lua Negra recebeu como castigo a infertilidade. E agora você deve estar se perguntando como Lilith consegue então ter filhos... rs

SIMPLES: Lilith foi banida do Paraíso, mas não foi presa ao Inferno. Ela é livre e da mesma forma que induziu Eva ao fruto proibido, ela induz e "possui" @s filh@s de Adão para se tornarem seus filhos. Isso não faz deles "demônios", mas sim "protegidos" por Deus e agora por Lilith também. Mas calminha aí...

Antes que você tire suas conclusões e rogue a Deus para ser adotado por Lilith, vale lembrar que nem tudo são flores. filh@s da lua Negra também sofrem um pouco. Listei alguns dos pontos mais comuns.

  1. Solidão;
  2. Baixa estima e constantes picos depressivos;
  3. São alvos de ataques espirituais de luz (DEUS quer seus filh@s de volta!);
  4. Apresentam certa dificuldade de demonstrar seus sentimentos;
  5. A vingança é um fator presente no seu dia a dia;
  6. Não aceitam opiniões alheias de forma passiva;
  7. São bons ou maldosos naturalmente;
  8. São fieis ao que acreditam;
  9. Apenas constituem um "consorte" os demais são meras conquistas;
  10. Sugam a energia sexual das conquistas e as transferem para Lilith;

Já foram escritos muitos livros sobre a lua Negra, os mais conhecidos são:




Então... Agora você tirar as suas conclusões... Um demônio ou um ser injustiçado? Revolta ou maldade apenas? Essa é a história beeeemmmmm resumida de Lilith. Em breve trarei outras histórias ocultas! hehehehe

sábado, 12 de outubro de 2013

Crítica do filme "Oz, Mágico e Poderoso"

Será que só eu dou valor ao dia das crianças por aqui? O que seria dessas crianças sem mim? Mereço um presente por isso :p  
Mas enfim, não poderia deixar de dar a minha contribuição com a lembrança do dia e vou aproveitar o fato de eu ter visto Oz, Mágico e Poderoso (de Sam Raimi) esses dias para dar a minha opinião a respeito. Não foi uma boa escolha para um dia tão feliz (ou não para os que como eu, não ganham mais presentes) como hoje, já que eu tenho mais críticas do que elogios, mas vamos em frente.


A começar, tudo bem que eles tenham tido essa ideia de tomar referências do filme de 39, - mesmo que muitos tenham criticado essa ideia, eu até que me animei muito - mas se iam fazer isso com um clássico tão prestigiado como O Mágico de Oz (embora os direitos autorais só permitam afirmar que foi inspirado apenas nos livros, mesmo estando mais que óbvio as semelhanças com o filme antigo - sem cores enquanto se está em Kansas e colorido em Oz, formato da tela, os efeitos do tornado, a quase idêntica cidade das Esmeraldas, bruxa má do oeste, etc), pelo menos fizessem isso direito. O fato de fazer uma produção com técnicas e cenários do filme mencionado não é o bastante, é preciso ter um roteiro bom que não faça com que os atores e as imagens carreguem o filme praticamente sozinhos, mesmo achando que atores muito bons como James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz e Michelle Willians não deram o melhor de si. 




Eu já previa, como grande apreciadora do filme do Mágico de Oz de 1939, que encontraria alguns defeitos, mas confesso que ainda esperei um pouco mais de generosidade nessa produção em se tratando da história de um grande personagem fictício que carrega, não no quesito de efeitos ou colorido - até porque olhando para esse lado tem até demais, exageradamente colorido, tudo em função de impressionar com o visual -, mas em questão de terem a decência de construírem um roteiro com mais emoção. O que vi foi apenas uma estrutura básica de história que passa da antiga vida do anti-herói, a chegada ao mundo fantástico, uma batalha, a transformação de caráter do anti-herói e da bruxa boazinha e um final feliz, sem muito a acrescentar ou impressionar. A minha opinião para esse descaso todo é a tão comum justificativa de um mero intento de marketing para ganhar dinheiro que sempre está acima dos valores cinematográficos. É claro que todo meio econômico deve se ter o objetivo de ganhar dinheiro, mas dá pra se fazer uma coisa bem feita e ganhar dinheiro também, e até ainda mais se for algo realmente bom. ;)


Mas não vou tirar o mérito que o filme tem em se tratando de toda a produção e preocupação de conseguir fazer um cenário que chega, em alguns aspectos, ser fiel ao antigo filme, e a atuação maravilhosa de alguns atores, e os efeitos lindos que se tem ao longo do filme. Todo tipo de arte deve ser valorizado, levando em conta todos os fatores para ele ser feito. Não acho que futuramente o filme chegue a ser tão renomado quanto o de 39, nem deve ser comparado a altura, mas é apenas a minha opinião e nela eu acho que é um bom filme se for ter como requisito o entretenimento, e como hoje é dia das crianças, nada melhor do que tirar um tempinho para ver um filme em família e desfrutar da história.


Feliz dia das crianças!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Beasts of the Southern Wild


Hoje eu tirei um pedacinho da minha tarde para assistir "Beasts of the Southern Wild", que na "tradução" para o nosso idioma ficou como "Indomável Sonhadora". Como em inúmeras vezes, o título me fez questionar o porquê de um nome tão distante do original, ainda assim, achei perdoável, pois não é ridículo ou improvável, acho até cativante, embora não ache que condiz com a realidade da protagonista que, apesar de fantasiar e mesclar alguns coisas que se passam em sua mente com o mundo externo, em momento algum ela abandona a sua postura de menina realista. No entanto, tenho que concordar que ela é uma menina realmente indomável por qualquer que seja, independente e segura, que não está nem aí para as intervenções dos outros. O que mais me faz defender o título original é que ele remete àquela comunidade e não foca somente a menina, mesmo toda a história sendo passada na perspectiva dela, ela retrata o que se passa com todo o conjunto e o comportamento deles em alguns aspectos é comparado ao de animais selvagens pela forma primitiva a qual se apresentam e, portanto, achei um título muito bom e bem característico que define bem a história.


Mas quanto ao filme em geral, confesso que esperava uma abordagem um pouco diferente ao tema, é que pelo enredo, esperava algo muito mais penoso, piegas até, algo pelo qual esperamos de um filme com a classificação de drama vivido em uma sociedade carente e que já é afirmado com antecedência uma catástrofe. O que realmente se difere aí é a reação dos personagens que não manifestam tanto chororô ou autopiedade porque a mensagem que se quer passar é que eles são felizes ali independente do que aconteça, eles só querem se restabelecer no seu cantinho e a desgraça não alterou o seu humor. Mesmo àquela altura as catástrofes já serem algo comum, é de se esperar que esse tipo de filme eleve o sentimentalismo já existente com o objetivo de comover ainda mais as pessoas, e ele consegue fazer isso apenas com a visão externa dos fatos sem forçar a barra com muito choro ou desespero vindo dos personagens. Eles se encontram tristes e desconfortáveis com algumas situações sociais, mas não desmotivados e esse foi um ponto que gostei bastante. A parte mais emotiva mesmo é a questão de saúde do pai da menina, ele tentando esconder a doença dela e ela, com a sua intuição sabendo de tudo, mas ainda achei bem moderada. O foco mesmo, além do instinto de sobrevivência, é a motivação, percebe-se bem isso na relação entre Hushpuppy e seu pai, que embora alcoólatra e as vezes até bem rude com ela, compensava isso tentando transmitir confiança, motivando-a a se manter firme aos seus ideais mesmo diante de tantos problemas. 


O que mais me chamou a atenção no filme nem foi tanto a história em si, mas a maneira pela qual ela é apresentada, como já relatei; a atuação dos atores que apesar de desconhecidos, desempenharam bons papeis (uma curiosidade é que alguns foram encontrados na região onde se passa o filme, Louisiana, inclusive a própria protagonista, Quvenzhané Wallis, talvez tenha sido isso que tenha deixado o filme tão realista); e também as partes em que a menina imagina e insere os auroques (animal pré-histórico) no meio de tudo o que se passa, porque vejo nitidamente uma grande comparação do bicho com a realidade deles, que persiste em destruir seu meio de vida, assim como os auroques, que eram grandes predadores. E tudo não passa de um grande jogo de sobrevivência.



Veja o trailer:

sábado, 15 de junho de 2013

O menino negro

Recebi a um mês atrás um panfleto de divulgação da Companhia das letras que vinha o primeiro capítulos de alguns livros e amei a história do Menino negro por isso mesmo indico a você que gosta de ler.


O menino negro
 narra a infância e adolescência de um garoto comum mas, ao mesmo tempo, muito diferente. Como todos nós, ele se diverte no quintal de casa, vai à escola, brinca e briga com os amigos. No entanto, ele também vivencia um dia a dia totalmente distinto: teme e respeita as cobras que insistem em compartilhar o terreno de seus pais, passa por um ritual coletivo de circuncisão aprendendo a lidar com seu corpo, estuda numa escola corânica e recebe uma formação muçulmana a seiscentos quilômetros de sua terra natal. Seu destino final é Paris, cidade iluminada que o converte em escritor. 
O livro que o leitor tem nas mãos traz o ambiente único da Alta Guiné, mas é também uma homenagem a um continente durante muito tempo esquecido. São muitas as Áfricas que hoje começamos a conhecer, e esta, contada com tanta sensibilidade por Camara Laye, é daquelas que não se esquece jamais.


Segue o primeiro capítulo em pdf: http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13341.pdf

terça-feira, 30 de abril de 2013

O pequeno Nicolau

Faz tempo que não posto nada, mas é por que ando muito ocupada com o trabalho e não li nem assisti muitas coisas esse dias, porém consegui emprestado um  filme maravilhoso e pude assistir esse fim de semana o nome do filme é "O pequeno Nicolau" um filme francês  com uma história linda e engraçada.
O filme é uma pequena amostra de como a mente de algumas crianças funciona. De maneira simples o diretor mostrar como Nicolau enxergam o mundo a sua volta, o ambiente escolar, seus amigos e sua família. O filme também retrata o poder da amizade de Nicolau com seus amigos de escola que apoiam ele nas investidas contra o suposto irmão que ele terá. Deixo vocês tirarem suas próprias conclusões que puder baixar e assistir ou tiver em mãos não será tempo perdido. 

Um bom filme :D

      

Sinopse

Nicolau (Maxime Godart) leva uma vida tranquila, sendo amado por seus pais e com diversos amigos, com os quais se diverte um bocado. Um dia ele surpreende uma conversa entre os pais, a qual faz com que acredite que sua mãe está grávida. Ele logo entra em pânico, pois acredita que assim que o bebê nascer ele não mais receberá atenção e será abandonado na floresta, assim como ocorre nas histórias do pequeno Poucet, de Perrault. Ele começa a bolar maneiras de se livrar do bebê e assim os pais dele que acabam sendo castigados de maneiras bem humoradas.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tributo Raimundos: Rumo ao Roda Viva

Já faz um tempinho que não posto nada por aqui, pra falar a verdade, desde quando houve aquela confusãozinha no meu e-mail, da qual hackearam e apagaram todos os posts do blog, mas chega de relembrar esse acontecimento chato, a verdade é que ando um pouco ocupada com alguns trabalhos e não tenho tido muito tempo. Mas hoje eu arrumei um tempinho e vim falar de uma ideia que me chamou a atenção desde eu vi a divulgação há alguns dias via Facebook por uma página ligada a música, o "Tributo Raimundos: Rumo ao roda viva", que foi lançado no dia 1º de abril e que ironicamente não foi nenhuma mentira para a nossa sorte. E como eu curto bastante o som a banda, não pude deixar de baixar e conferir o conteúdo.


Bom, a ideia projeto era o seguinte: Reunir bandas de diferentes estilos de todo Brasil e fazer um misturadão com as diferentes identidades musicais dando a sua contribuição fazendo covers da banda Raimundos. E não é que deu certo! O trabalho ficou imperdível, todas as versões ficaram muito boas, diferenciadas e bastante originais. Achei bem legal a versão da banda Marmitex da música "Puteiro em João Pessoa", apesar de não suportar ouvir mais o "lelek" (que é tocado no início da música), mas logo a sátira logo aparece quando o vocalista fala "Eu quero é rock meu bixim, lelek é o diabo, minino!", a voz grave do cantor também deu um diferencial bem bacana. E num aspecto geral, gostei muito da banda Tortisse tocando "A mais perdida", da banda Seu Miranda com "Boca de lata" e também de Gnomos da Jamaica com "Deixa eu falar", mas não desmerecendo as demais que desempenharam um bom trabalho, até porque num projeto desses, as bandas tem que ser, no mínimo, boas.
Foi uma boa experiência conferir essa ideia, ver bandas tendo a sua chance de mostrar seu talento e potencial e com um ideal em comum, homenagear uma grande banda do cenário nacional e que, de certa forma, fez parte da formação das mesmas, já que os participantes são fãs da banda (proposta do próprio projeto). No total foram 15 bandas cantando e tocando grandes sucessos da banda prestigiada com muita disposição, e detalhe: sem nenhum fim lucrativo pra galera que prestou a homenagem.


O projeto também possibilitou a divulgação das bandas, muitas das quais desconhecidas, mas que não deixam de ser talentosas, volto a enfocar o que eu já falei num post anterior: há muitas bandas por aí propagando o nosso bom velho rock, o que falta mesmo é a chance delas se mostrarem. Estou aproveitando para conhecer melhor as bandas que participaram do cd por trás dos covers.

No You tube foi disponibilizado o CD na integra:


O projeto está tendo um boa aceitação do público e sendo disponibilizado em vários sites para o download, já se encontra disponível também no 4shared:
http://www.4shared.com/rar/87rIYnNO/Tributo_Raimundos_-_RUMO_AO_RO.html


E você, curtiu esse projeto?

segunda-feira, 25 de março de 2013

A paixão de Artemísia


Pense em uma narrativa apaixonante, acrescente uma figura histórica forte porém quase desconhecida, adicione 300g de história da arte, misture bem e voilá: A paixão de Artemísia, da escritora Susan Vreeland prontinha para ser consumida, 0 calorias.

A obra segue a trajetória da pintora italiana Artemísia Gentileschi (1593-1653) através da ótica perspicaz de Susan. Aí vão alguns dados sobre a vida dessa célebre desconhecida: Aos 17 anos Artemísia foi violentada pelo seu tutor e amigo íntimo de seu pai, Agostino Tassi.

Levou seu agressor a julgamento, do qual ele saiu "livre, leve e solto", enquanto Artemísia foi humilhada publicamente e torturada durante o processo como forma de provar a "autenticidade" de seu testemunho. Por toda vida Artemísia iria  carregar o estigma do estupro perante a sociedade.

Mas se a justiça dos homens não puniu Agostino, Artemísia tomou para si essa tarefa, e foi através de seus pincéis que ela imortalizou o rosto de seu agressor como Holofernes* na cena em que ele é decapitado por Judith que por sua vez, vejam só... tem o rosto da pintora! 

Moral da história: Nunca irrite um artista.

Logo após o julgamento  foi obrigada a casar por conveniência para salvar o que tinha restado de sua reputação.
Em vida alcançou prestígio inimaginável para uma mulher a época: Pintou para a importante família Médici, manteve uma amizade com Galileu Galilei e foi a primeira mulher de que se tem notícia a ingressar na Academia de Arte de Florença. Ainda assim, Artemísia e sua obra caíram na obscuridade por mais de dois séculos e só agora começa a ser resgatada.

Interessou?

Susan Vreeland é uma das responsáveis na atualidade por trazer a ilustre senhora Gentileschi a nosso convívio.

O que é gostoso nesse livro é que não é uma mera biografia, a autora soube de forma ímpar dar voz a personagem silenciada pela História da Arte, usando a licença poética a seu favor, e nos permitindo imaginar as aspirações, os medos, comemorar as conquistas de uma personagem que viveu a mais de duzentos anos... Lançando luz  à algumas questões: Como Artemísia se sentiu durante o julgamento? E após ele, como continuar a ter uma vida "normal"?

Susan misturou ficção e realidade de uma forma tão "casada" que é árdua a tarefa de dizer onde termina uma e começa a outra.

A leitura é tão agradável que chega a ser indecente!

E para os amantes da história da Arte, a autora ainda nos brinda com uma descrição minuciosa dos quadros da artista, entramos no processo de criação da pintura:
Os braços de Judith tinham de ser assim: mais grossos e mais fortes do que os esboços que fiz, com as mangas arregaçadas também, prontos para um banho de sangue, firmes, na determinação e raiva ao enfiar o punhal no pescoço de Holofernes. (...) Mais do que braços, minha Judith apoiaria um joelho na cama dele, como faz uma camponesa ao matar um porco. (VREELAND, 2010, p. 26)


 Artemísia Gentileschi, Judite Degolando Holofernes, 1620, Florença, Uffizi.


Este é um livro sobre preencher as lacunas, e a última delas será por você, caro leitor. A Paixão de Artemísia: satisfação garantida ou seu dinheiro de volta (rs).



*Ver a história de Judith e Holofernes no livro de Judith, antigo testamento da Bíblia Sagrada.

sábado, 23 de março de 2013

A sombra do vento

Comecei a ler o livro de Carlos Ruiz Zafón em ebook e não encontrava tempo para prosseguir com a leitura já tinha passado mais de duas semanas sem ter tempo de lê-lo, então deixei para de lado, no meu primeiro dia de estágio qual fico maior parte em uma biblioteca ( o que para mim é um sonho realizado) encontrei o livro de Zafón A sombra do vento e não pensei duas vezes, peguei e retornei a minha leitura. A sombra do vento me chamou e eu atendi o seu chamado ele queria ser lido e eu queria lê-lo já fazia algum tempo, nos encontramos e cumprimos nosso dever e aqui deixo para os leitores do nosso blog minhas impressões sombre A sombra do vento de Carlos Ruiz Zafón, o livro que conquistou meu coração e se tornou o meu livro favorito por diversos e simples motivos.


"Numa ocasião ouvi um cliente habitual comentar na livraria do meu pai que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração. Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo - não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendamos ou esqueçamos-, vamos regressar. Para mim aquelas páginas enfeitiçadas serão sempre as que encontrei entre os corredores do Cemitério dos livros esquecidos."


A Sombra do Vento

Carlos Ruiz Zafón


A sombra do vento me conquistou no primeiro momento só pelo título, eu fiquei imaginando como assim A sombra do vento, vento não tem sombra! a partir daí minha curiosidade foi atiçada de uma simples brasa a uma fogueira que aos poucos foi tomando conta de mim e quando me deparei com o livro na biblioteca que trabalho não deu mais para fugir, como o Daniel Sempere eu fui atraída pelo livro e aqui estou em estado apaixonado por uma história que aos poucos se tornou minha preferida entre tantas outras que já li.

“Os acasos são as cicatrizes do destino”

A Sombra do Vento

Carlos Ruiz Zafón


O que tem demais nesse livro você pode se perguntar, ele é uma declaração de amor para aqueles que gostam de ler, tem romance,mistério, aventura, suspense, ficção e sobretudo amor pelos livros o que me deixou mais apegada A sombra do vento. Os personagens são cativantes e intensos, muitas das vezes que queria ser o Daniel Sempere para poder ir ao "Cemitério dos livros esquecidos" quando bem entendesse e também andar por Barcelona conhecendo os lugares mais misteriosos e lindos que Daniel passou, queria ter sido ele só para morar em cima de um sebo e conhecer um monte de livros raros, Daniel tem isso tudo e ainda mais quando ele descobre no Cemitério dos livros esquecidos um livro chamado "A sombra do vento" de um autor de nome Julián Carax cujo ninguém tem muito conhecimento e o que realmente sabe-se com certeza é que alguém  procura os livros dele compra e os queima sem explicação nenhuma, Daniel sabendo disso procura desvendar o mistério que envolve Julián Carax e acaba se envolvendo em mistérios que unem sua vida com a de Carax ao ponto dele e seus amigos correrem perigo de vida por causa do livro e do seu autor. Vemos Daniel crescer envolto nesse mistério e mesmo quando ele e nós achamos que tudo foi esquecido aparece algo novo a ser desvendado e lá vai Daniel para mais uma aventura e confusão.
O enredo me conquistou principalmente por falar de amor aos livros e amizade verdadeira, a escrita na maior parte em primeira pessoa nos dar mais intensidade aos acontecimentos que envolvem o mistério de Julián Carax e seus livros, os detalhes e a ambientação nos leva a viver em Barcelona  na década na época da Guerra Civil  Espanhola e depois a II Guerra mundial, com palavras bem escolhidas Zafón conquista o leitor, nos conduz a momentos de euforia, alegria, tristeza, medo e curiosidade ele nos laça e nos enrola aos personagens encantando-nos quando mistura os elementos históricos magicamente e propositalmente para fazer com que nos surpreender e se apaixonar pela "A sombra do vento" como os personagens são. Sou agora muito suspeita para indicar esse livro já que vocês sabem que estou encantada e apaixonada por ele, mas se querem ficar assim também recomendo que leiam e se quiserem depois vir aqui e tenho certeza confirma as minhas palavras sintam-se a vontade não iram se arrepender, deixo para vocês a sinopse que peca, pois é pouco quando olhada na sombra do vento.


"Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos sob suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece."

A Sombra do Vento
Carlos Ruiz Zafón

"Existem pessoas de quem nos lembramos, e outras com quem sonhamos."
A Sombra do Vento
Carlos Ruiz Zafón

Sinopse - A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

A Sombra do Vento é uma narrativa de ritmo eletrizante, escrita em uma prosa ora poética, ora irônica. O enredo mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo. Ambientado na Barcelona franquista da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós-guerra, o romance de Zafón é uma obra sedutora, comovente e impossível de largar. Além de ser uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros, é um verdadeiro triunfo da arte de contar histórias.
Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de "A Sombra do Vento", do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.


sábado, 16 de março de 2013

Na natureza selvagem

Assisti a esse filme umas 3 vezes e ele sempre me impressiona principalmente por ser baseado em uma história real e pela interpretação de Emile Hirsch que achei fantástica ele incorporou muito bem o personagem e me surpreende toda vez que assisto.

O filme narrar a história de um jovem recém formado em direito, filho de uma família recatada de classe média norte americana, mas para ele Christopher McCandless parecia não ser o suficiente viver uma vida  cotidiana normal, então ele larga tudo e foge. Abandona tudo, a família, namora emprego e sai em busca de seu sonho de conhecer o Alasca, doa toadas as suas economias para uma instituição de caridade, e sai em busca de aventuras deixando para trás a civilização. Em sua viagem ele conhece várias pessoas e lugares que marcam sua passagem, leva consigo na mochila apenas água, livros e um diário qual faz anotações de sua viagem. Não vou contar o fim nem detalhes do filme, pois acabaria com toda surpresar de quem tiver curiosidade de assistir.
O filme foi dirigido por Sean Penn e adaptado do livro de mesmo nome que conta a história verídica de Christopher MaCandless, é um filme comovente e surpreendente, faz a massa cinzenta comichar um pouquinho o que é muito bom. A trilha sonora é boa e nos momentos de isolamento e solidão do personagem ficarem bem mais intensos. Vale muito conferir tanto o filme quando o livro.


Abaixo contém spoilers
"O corpo em decomposição de um jovem é encontrado no Alasca. A polícia descobre que se trata de um rapaz de família rica do Leste americano que largou tudo, se internou sozinho na aridez gelada e morreu de inanição. 

Quem era o garoto? Por que foi para o Alasca? Por que morreu? Para responder a essas e outras perguntas, Jon Krakauer refaz a trajetória de Chris McCandless, revelando a América dos que vivem à margem, pegando carona ou circulando em carros velhos, vivendo em acampamentos e cidades-fantasmas. Mergulha no mundo da cidadezinha rural, onde homens rudes bebem e conversam sobre o tempo e a colheita. Compara a história do jovem com a de outros aventureiros solitários que tiveram fim trágico. 
O resultado é uma narrativa envolvente, por vezes amarga, em que os sonhos da juventude se transformam em pesadelo. "

sábado, 9 de março de 2013

Pássaros feridos


"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despede um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento”
Este é o texto que inicia o livro 




Todos somos um pouco pássaros feridos.
Tenho vários motivos para indicar esse livro e a série, foram marcantes para minha adolescência e até hoje lembro do padre contando a história do pássaro ferido a Meggie e como a partir daquele momento ela começa a ver Bricassart com outros olhos, lembro de mainha dizendo que eu não podia assistir por que era para adultos e eu na teimosia assitia escondido e anos depois ela alugando para que eu e minha irmã assistíssemos e matássemos  por fim nossa curiosidade sobre a história de amo de Meggie e Bricassart. Foi do nome do padre dessa história que minha tia registrou o meu primo com o mesmo nome do personagem principal o que atiçava ainda mais minha curiosidade sobre a história. Não poderia deixar de indicar a série e o livro a vocês, acho que alguns já devem ter assistido o SBT foi quem  passou a série no Brasil ela passou na década de 80 e reprisou em 2006, gostei mais da série do que do livro apesar de ambos serem muitos bons, vou deixar o link do ebook aproveitem a leitura .


Sinopse: 
Austrália, 1920. Mary Carson (Barbara Stanwyck) é a proprietária de Drogueda, um grande rancho. O que quase ninguém sabe é que ela tem uma fortuna de 13 milhões de libras, o que a torna uma das mulheres mais ricas do país. Ela não tem filhos e por esta razão muitos crêem que seu herdeiro seja o irmão, Paddy Cleary (Richard Kiley), que chegou para trabalhar em Drogueda como capataz, após tentar sem sucesso a sorte na Nova Zelândia. Paddy chega com sua mulher Helen e os filhos Frank (John Friedrich), Bob (Brett Cullen), Stuart (Dwier Brown) e Meggie (Rachel Ward). Há na região o padre Ralph de Bricassart (Richard Chamberlain), que foi "exilado" após ter ofendido um bispo. Isto acabou sendo para ele um golpe de sorte pois se tornou protegido de Mary, que sente por ele uma forte atração, apesar da diferença de idade e de ele ser um padre. Ralph recebe na estação ferroviária Paddy e sua família e se encanta pela pequena Meggie. Ele insiste com Mary para custear os estudos da menina na escola de um vilarejo. A distância do rancho faz com que Meggie precise ficar hospedada em um alojamento de estudantes, porém a menina não se adapta à rigidez de um colégio de freiras. Para compensar esta mudança de convivência, Ralph deixa Meggie se hospedar em sua casa. Esta situação agrada a ambos, pois ela sente por Ralph um imenso carinho. Ao saber que Meggie tem um quarto na casa de Ralph, Mary decide pôr fim aos estudos dela, tirando-a do colégio. Ralph fica muito irritado com Mary. Também vai se evidenciando a enorme atração física que ela sente por Ralph, porém sem reciprocidade. De volta ao rancho Meggie retorna à sua rotina, mas antes mesmo de completar a maturidade presencia o desespero e a morte e numa ocasião quando pensava que estava morrendo também. Ralph lhe conta a história de um pássaro que, empalado por uma farpa de madeira, cantava sua mais linda canção e, neste momento que precede a morte, todos paravam para ouvir essa melodia celestial. Mary vive seus últimos anos de vida com ostentação e poder. Rancorosa pelo amor não correspondido, ela ameaça Ralph, afirmando que um dia ele terá que escolher entre o amor por Meggie e suas ambições eclesiásticas. Ralph, atônito, não vê com qual poder Mary pode conduzir com tanta certeza a vida dele. Quando Mary morre e é revelado o testamento, ele entende como Mary, apesar de morta, ainda pode colocá-lo à prova.



link do blog para baixar :http://cantoparaleitura.blogspot.com.br/2010/07/passaros-feridos-collen-mccullough.html?zx=c0d05dcded6491ec

sexta-feira, 8 de março de 2013

"Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”.


O livro de Fraz Kafka começa assim maravilhosamente com a frase dessa postagem. A Metamorfose, de Franz Kafka, é imortalizado na história por causar horror e fascínio que causa nas pessoas. O romance se tornou um clássico germânico do último século, porém permanece com uma filosofia bastante atual.  Kafka retrata o homem moderno do início do século XX com um talento invejável.
 
A história se passa na Europa dos anos 1910, da Belle Époque, que de bela, para gente comum como Gregor Samsa, não tinha nada. Gregor era caixeiro-viajante, e a profissão, para ele, preenchia toda sua vida. Isto porque ele trabalhava não só por si próprio, mas pelo pai, inválido e detentor de uma dívida enorme a qual Gregor procura sanar, pela mãe, velha, asmática e incapaz, e pela ingênua irmã. Toda a família depende do trabalho de Gregor para sobreviver, por isso confiavam nele, apoiavam-no. Estranhamente, até mais do que isso: parasitavam-no, tornando-o escravo do trabalho. Até o dia que ele acordou transformado num inseto. A partir dessa metamorfose física, a vida da família sofre um abalo enorme. O pai deve voltar a trabalhar, a casa deve ser disponibilizada a fim de receber hóspedes, até mesmo a irmã tem obrigação de arranjar um emprego. Porém mais importante do que isso, as relações intrafamiliares sofrem alterações significativas. Para o pai, Gregor passa a ser um “peso morto”, imprestável. Para a mãe, objeto de repulsa. Para a irmã, amorosa mesmo depois da transformação, também passa a ser um empecilho. Agora, ele era o parasita. A metamorfose física de Gregor originou uma metamorfose de valores na família, inclusive para o próprio Gregor. Este que aceita sua posição de inseto, só lamenta pelo fato de não poder mais trabalhar e suportar sua família. Com o passar do tempo, Gregor cai numa solidão sem volta, influenciado pelo cada vez mais evidente desprezo das pessoas pela sua forma, e morre de maneira reflexiva, pensando no mundo que o consumiu e que desejou seu fim. Depois da morte solitária de Gregor, a família Samsa desponta para a vida, levantando do seu mormaço casual.

(A obra é fascinante, mostra como todos nós podemos estar "mortos" por dentro, aceitando situações nada humanas que se passam no nosso cotidiano sem nos levantar-mos para as combater ou simplesmente perguntar "porquê". No caso Gregor não questiona sua nova situação. Como a história se passa na Belle Époque podemos dizer que a figura monstruosa qual o personagem se torna nos mostra que a  Belle Époque  era  um esconderijo para coisas feias, nojentas e absurdas que ficavam escondidas por baixo das maquiagens, perfumes, luz e brilho que o governo fazia com que o povo buscasse unicamente por essa "beleza" alienando e tendo em rédeas curtas e acomodados minha visão pode se errônea pois o livro tem vários questionamentos a serem analisados. Trazendo para os dias atuais para nossa realidade, acordamos todos os dias sabendo das mazelas do mundo, porém não falamos, não agimos, apenas nos transformamos, em que? basta olharmos no espelho, é claro que alguns irão dizer não eu não sou assim, mas será que não? dirão eu corro atrás eu reclamo, luto etc, quem não luta? quem não corre atrás? quem não reclama? essa é a única diferença que vejo entre nós e Gregor Samsa)
Podemos dizer mais como está na Wikipédia (nossa amiga de todas as horas) A história é sobretudo uma história de alerta à sociedade e aos comportamentos humanos. Nesta história, Kafka presenteia-nos com a sua escrita sui generis, retratando o desespero do homem perante o absurdo do mundo.
Interessante perceber que em nenhum momento da obra Gregor se dá conta realmente que se transformou num inseto. Apenas observa seus novos membros, órgãos e hábitos, mas com o tempo se acomoda na nova condição sem realmente entender no que se tornara.
Gostei muito, por sinal me lembrou um outro livro que os professores de extensão em Literatura e cinema falaram do filme que foi feito baseado na obra literária" O Escafandro e a Borboleta" de Jean Bauby, qual só li um resumo ambos que teem traços comuns.

sábado, 2 de março de 2013

Escritores da Liberdade


Eu não tenho tido muito tempo nem coragem de assistir a filmes novos apesar de compra-los e baixa-los o tempo todo, mas tenho uma teoria de que o filme, livro ou seja lá o que for me pega na hora que tem que pegar e eu e ele nos encontramos e ficamos juntos até o ápice. Pois é, aconteceu! Nunca bela tarde de domingo estava eu sem esperança alguma de achar algo que valesse alguma coisa e então, pá! Erin Gruwell  era uma professora novata lidando com alunos que não tinham histórias de vida muito floridas a contar, tampouco sorrisos simpáticos para nenhum professor e com ela não seria diferente. Isso me prendeu totalmente, fisgando toda a minha tarde e um pedaço da noite. Pois bem, apesar da resistência Erin foi inspirada com a brilhante ideia de dar-lhes diários para que escrevessem sobre suas vidas cotidianas. Ninguém foi aceitando de primeira, o que era muito esperado. Mas com o bom uso das palavras e deixando-os á vontade, conseguiu.  Um a um foi pegando seu diário e por livre vontade iam deixando-o no armário de Erin para que ela lesse, mesmo sabendo que ela deu-os a escolha de não fazê-lo.
Conquistando-os aos poucos, a partir do que lia ela foi tirando do seu próprio bolso para dar-lhes livros, tendo até de fazer sacrifícios, como arrumar empregos extras, visto que o governo não disponibilizava verba para alunos com maus resultados.  Foi trabalhando com eles passando-lhes até adquirindo um aprendizado riquíssimo, para além de literatura, humanidade...  Erin os ensinou que não importa o quão ferrada sua vida seja, ainda é você que constrói o seu futuro e todos podem se tornar pessoas melhores, pessoas felizes. Ela o ensinou a união, o afeto, construiu com eles um lar, daquela sala de aula...  Sem contar, para os amantes de Anne Frank, que um dos livros com os quais eles trabalham é “O diário de Anne Frank’   ♥♥♥

Litros de lágrimas por mim derramados. Assistam e se não gostarem lhes dou um chocolate pelo tempo gasto, hahaha.





Qualquer pessoa independente do estilo social ou raça pode acender uma luzinha no escuro, e então se tornar herói para alguém.