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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Bela Adormecida na geladeira (Primo Levi) - Quinta do Conto

Resultado de imagem para A Bela Adormecida na geladeira - Primo LeviÉ uma peça cujo cenário é Berlim no ano de 2115. Em uma reunião de amigos, a dona de casa Lotte é a personagem que informa ao leitor o que está acontecendo, essa personagem não está feliz pelo que irá acontecer, ela se mostra entendiada. A reunião é um acontecimento especial para todos pois marca o aniversário de Patricia (19 de dezembro)que é um evento habitual para família. O evento trata-se do descongelamento de Patricia que em 1975 ela foi escolhida para hibernar pelo Comitê Científico presidido por Hugo Thorl avô do dono da casa, motivo que levou ao evento ser uma herança familiar.
Peter Thorl atual proprietário de Patricia se mostra um sujeito entusiasmado pelo evento aos poucos o leitor percebe que ele nutre uma paixão por Patricia.
Os convidados chegam para o evento e a narrativa se desenvolve durante a noite e inicio da manhã na qual Patricia é descongelada convive com os seus espectadores e resolve deixa sua escravidão congelante.
O conto é magnífico, de fácil leitura e surpreendente. Tem como tema a ciência e o ser humano como objeto.
Os próximos contos serão de terror, pois entraremos em outubro mês do Halloween, então só irei postar os contos no dia da análise. 






sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Sem enfeite nenhum (Adélia Prado) - Quinta do Conto

Conto escrito no ano de 1979, narrado em primeira pessoa pela menina que conta que a mãe era muito devota e que considerava o estudo a coisa mais inteligente do mundo, a mãe que não gostava de nenhum enfeite, pois parecia lhe perturbar e considerava coisas sem importâncias e quando ganhava qualquer presente teimava em colocar defeitos por conta dos enfeites.
A narradora da história revela ao leitor através de uma narrativa simples e com falas coloquiais de fácil  compreensão e prazerosa de se ler é um conto bem curtinho que revela o desapego pelas coisas luxuosas e a devoção pela simplicidade. Em alguns livros esse texto é marcado como crônica em outros como conto. Poe isso resolvi postar sobre ele.


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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O Rapa-carniça (Robert Louis Stevenson) - Quinta do Conto

O trabalho dele era apenas pegar o corpo, pagar por ele, e adicioná-lo ao estoque para que os alunos de medicina da instituição pudessem praticar as teorias aplicadas em seu curso. Seu trabalho era esse. Simples. Até receber o corpo de uma jovem que, até o dia anterior, estivera com ótima saúde  De onde vem estes corpos afinal? E qual é o preço a ser pago ao descobrir esta resposta?
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O conto narra a história de Fettes, um beberrão, história da época que ele foi um estudante de medicina e seu trabalho de ajudar a preparar e encontrar os corpos para serem utilizados durante as aulas, trabalho que não era nada correto.
Nesse trabalho pessoas conhecidas de Fettes tornaram-se instrumentos de estudos dos futuros médicos, Fettes a principio desconfiava de que os defuntos que iam parar na instituição foram assassinados, e que não era condescendência eles estarem irem parar lá. 
Um certo dia um senhor de nome Gray conhecido a pouco por Fettes, mas conhecido de Macfarlane (outro futuro médico do instituto que também providenciava corpos para os estudos) surge e parece saber como os corpos são providenciados, esse conhecimento de Gray o deixa em apuros e ele se torna a um dos corpos que vai parar no instituto de medicina, Fettes após o ocorrido com Gray (quem acabara de conhecer) fica transtornado em preparar o corpo para que seja utilizado na aula, mas guarda segredo. Tempo depois Fettes e Macfarlane são incumbidos de providenciar outro corpo e dessa vez é de uma mulher recém falecida, ao irem pegar o corpo no cemitério no caminho comedidos de terror abrem o saco em que se encontrar a defunta e se deparam com algo diferente. 
Toda história é narrada por um amigo de Fettes que fica sabendo pelo mesmo do que acorreu com Fettes e por que seu espanto ao se encontrar com Mcfarlane, já médico formado, anos depois.
É um conto de suspense, não me surpreendi com o fim, já previa o que iria acontecer desde a metade da leitura, porém é um conto bom e rápido de ler.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Pai contra Mãe (Machado de Assis) - Quinta do Conto

O conto é narrado em 3ª pessoa, nesse conto Machado nos relata a história de um caçador de escravos fugitivos e mostra ao leitor como a escravidão podia ser cruel, relatando de uma maneira realista e impressionante, sendo esse tema o foco da história.
Resultado de imagem para pai contra mãe machado de assisÉ um texto irônico, que utiliza relatos históricos sobre a escravidão, descrevendo as barbaridades que os escravos sofriam. Candinho a personagem principal é um homem que não se prende em nenhum trabalho, o único que consegue e que parece gostar é ser um caçador de escravos fugitivos, ao casar ele e sua esposa são pressionados pela tia da Clara (esposa) a não term filhos até que Candinho tenha um trabalho melhor, porém Clara engravida e a tia perturba ainda mais o casal aconselhando que eles deem o bebê assim que nascer, pois acredita que passaram fome, mas Candinho afirma que nunca deixará isso acontecer, porém começam a surgir vários caçadores de escravos na região e o serviço fica escasso, Candinho e a família começam a sentir a falta do dinheiro e com a tia pressionando sobre a adoção do bebê. Quando o bebê nasce não resta outra solução a não ser coloca-lo na roda para adoção, quando Candinho vai levar o garoto para o local de despacho de bebês indesejados ele ver uma escrava fugitiva que o preço pela sua captura é muito bom e vai tirar a família do aperto, então ele resolve ir atras da escrava e consegue resolver seu problema, porém os acontecimentos que permeiam a história de Candinho e a brutalidade que é mostrada na história é bastante intensa. Candinho é uma personagem que parece não ter remorsos, Clara é uma personagem sem força de vontade e sua tia uma mulher amarga. Esse é um conto repleto da realidade cruel e amarga do Brasil escravagista.

Próximo conto: O rapa-carniça - Robert Louis Stevenson

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A mão do macaco (W. W. Jacobs) - Quinta do Conto

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Em A Mão do Macaco,há um ar irônico voltado sobre os desejos humanos, principalmente aqueles que são falados antes de serem pensados e planejados calmamente. A historia é contada por um narrador onisciente e nos coloca a par da história da família White e uma misteriosa patinha de macaco que pode conceder ao seu portador a realização de três desejos. Após essa pata de macaco entrar na vida dessa família eles resolvem pedir uma quantia em dinheiro para quitar uma divida, fazem o pedido mais pela curiosidade de saber se realmente é verdade o poder mistico do amuleto, o antigo dono da pata de macaco falou que os desejos são realizados de forma que parecem até serem mera coincidência, portanto como o dinheiro não chega tão rápido como o esperado eles acreditam que foi apenas uma história inventada. Depois de um tempo o Sr. e Sra. White recebem uma visita informando da morte de seu único filho e que para ressarcir a família pelo sofrimento a empresa qual o filhos dos White trabalhava irá lhes dar 200 libras, que por sinal foi a mesma quantia que eles pediram a pata do macaco algum tempo atras. O corpo do filhos dos White ficou irreconhecível, pois foi esmagado. Os pais enterram o filho, porem a Sra, White não consegue se conformar e sofre demasiadamente pela perda do filho, e exige que o marido faça o segundo pedido ao amuleto e que esse pedido seja que o filho volte a vida.
Algum tempo depois a Sra. White escuta batidas do lado de fora da casa e desesperada lembra do pedido e acredita ser o filho tentando entrar em casa. Assustado o Sr. White pede para que ela não abra a porta, mas na euforia de ver o filho vivo novamente ela corre até a porta e enquanto tenta abrir o senhor White pensando no estado que o corpo do filho se encontrava em morte se desespera com a terrível imagem mental que tem sobre a figura do filho e faz um terceiro pedido a pata de macaco.  Ao abrir a porta ambos veem apena a rua deserta. 
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Esse conto é fantástico instiga o pensamento do leitor e nos faz questionar sobre o que realmente ocorreu com as personagens, encontramos algumas características  e influência aos contos de Edgar Allan Poe, como o cenário lúgubre, o tema de morte e mistério etc. Gostei bastante é um conto curtinho e prazeroso de se ler, para quem quer uma leitura rápida está ai uma maravilhosa e fantástica estória de suspense.


O próximo conto será: Pai contra Mãe - Machado de Assis

Conta ai o que você achou do conto.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O elixir da longa vida (Honoré de Balzac) - Quinta do Conto

O conto narrado em 3ª pessoa onisciente, narra a trajetória de Don Juan Belvidero, começando pela morte de seu pai e mostrando a vida leviana que este levava até o seu desfecho. A história começa numa noite de festa na mansão dos Balvideros, enquanto Don Juan aproveitava sua festança seu pai jazia moribundo em seu quarto, em meio a festa um doa empregados chama Don Juan e lhe fala que seu pai está morrendo e que está chamando por ele (o filho), chegando ao quarto do pai Don Juan ver a figura de seu pai muito degradada. O pai confessa a Don Juan que descobriu como viver novamente e explica sem muitos detalhes o que quer que seja feito, mas Don Juan acha que seu pai está delirando, assim que o velho morre todos os proclamas são providenciados, porém o que o pai disse a Don Juan fica em sua mente e ele resolve fazer o que o pai lhe pediu, mas ao ver que o pai lhe falou a verdade sobre o elixir ele decide não continuar com os preparativos para a volta a vida do seu pai e interrompe de forma cruel o primeiro movimento de vida presente no corpo de seu pai.
Na segunda parte do conto Don Juan aproveita sua vida e a herança de seu pai, com o passar dos anos casa-se e tem um filho. Quando se encontra na mesma condição de seu pai próximo a morte pede a seu filho que unte seu corpo com o elixir assim que a morte chegar e seu corpo ainda estiver quente, Don Juan utiliza a bondade e crença o filho ao seu favor, assim sendo o garoto faz o que lhe foi pedido pelo pai na hora da morte, porém as coisas não dão muito certo e Don Juan volta a vida, mas não da forma que sonhou.

O Conto é uma critica aos costumes burgueses, cheio de ironia que chega a ser cômica no fim da história, faz critica a religião cristã. O conto é recheado de uma narrativa que mistura o real e o fantástico, fazendo com que o leitor queira chegar ao fim da história, pois em algumas partes a narrativa é um pouco monótona, por causa das descrições muito prolongadas (minha opinião). É um conto interessante e que faz o leitor pensar sobre a ironia da vida.


Boa leitura
Comenta o que você achou do conto.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Miriam (Truman Capote) - Quinta do Conto

Esse conto de Capote nos traz uma senhora de sobrenome H.T. Miller que vive sozinha em um apartamento, que não tem amigos e que não mal fala com seus vizinhos, ela é uma pessoa um tanto solitária, porém só se dar conta sua solidão quando percebe que em momentos de desespero não tem a quem recorrer. Essa senhora encontra uma garota de aparência estranha e a menina pede para a senhora Miller compra a sua entrada para o cinema, pois não deixariam ela entrar caso ela fosse comprar sozinha. A senhora Miller a ajuda e a partir daí a garota aparece no apartamento da senhora Miller e tira sua vida dos eixos, porém de uma maneira bem misteriosa e um pouco assustadora.
O conto é narrado em 3ª pessoa, narrador onisciente. Existe uma duplicidade presente na construção das personagens, em algumas partes do conto acreditamos que uma é o reflexo da outra (mais nova) até mesmo que a Miriam é um desejo guardado a muito tempo na mente da senhora Miller (desejo maternal) que ganhou "vida" e agora a atormenta.
Outros momentos o leitor pode achar que Miriam é um fantasma agourento que aparece para assombrar a senhora Miller. As interpretações sobre o conto e as personagens é um leque de possibilidades. O conto é gostoso de se ler e fixa na mente, gera discussões prazerosas sobre o enredo, personagens e cenário que se passa, e podemos contar com aquele friozinho na espinha com o fim do conto que faz arrepiar os cabelos (leiam). 

Sobre minha percepção das personagens acredito que Miriam faz parte da senhora Miller, e que a garota seja um sonho que a senhora teve ou tem sobre a companhia perfeita para sua solidão, porém a aparição da garota é tão fantástica e abrupta que isso assusta consideravelmente a senhora Miller, que já se acostumou com sua vidinha sem muita emoção, porém percebemos que lá no finalzinho do conto, que a senhora Miller mesmo relutante sente falta e quer aceitar que precisa da garota e a garota precisa dela, pois ambas se completariam e se complementariam. 
Claro posso está errada, pois como disse o conto abre um leque de considerações e cada um é um mente e mentes pensam deferentes.


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

As ruínas circulares (Jorge Luís Borges) - Quinta do Conto


Nunca li nada de Borges antes desse conto, me enrolei um pouco para entender do que se trata o conto, me senti confusa em algumas passagens da leitura, e tive que reler para poder pelo menos escreve algo razoável.
Pelo que pude perceber do conto o narrador é onipresente e onisciente, ele é narrador e espectador do que está acontecendo na história, ele sabe tudo pois ele viu tudo o que ninguém mais viu, através do narrador o leitor conhece a personagem central o "velho Mago" e sabemos dos sentimentos dele. 
Esse "Mago" se refugia em um templo para realizar seu sonho de sonhar com um homem perfeito e que de tão perfeito esse homem se torne real. Muitos dias se passam e o seu sonho vai tomando forma até se tornar real, porém o mago descobre que seu filho que não pode ser queimado (pois é o homem perfeito de seus sonhos) está descobrindo que é apenas um sonho, uma ficção (uma criação da mente do Mago), e no momento que o Mago tenta salvar seu filho do fogo, descobre que ele também não pode arde nas chamas e que portanto também é obra de um sonho de outra pessoa.
Esse conto me lembrou muito o filme A origem, posso até está falando bobagem, mas a ideia de está sonhando dentro do sonho de outro, ou ser obra do sonho de outro me remete ao filme. O conto fala sobre a criação do ser humano como ser perfeito, a existência e a noção de realidade ou sonho. Se olharmos para o filme A origem vemos essa noção de realidade ou ficção (sonho).
O conto mexe com a ideologia de realidade ou ficção, como saber se estamos sonhando? só saberemos se  não nos machucarmos fazendo coisas que no mundo real nos machucaria. Também pensei ao ler na ideia de que sonhamos com o que desejamos inconscientemente, o Mago quer sonhar com o homem perfeito, o homem sem nenhum defeito moral nem físico, e no contexto o Mago é o sonho de alguém, porém em minha concepção ele também pode ser a ideia de homem perfeito que está sendo sonhado por alguém que desejou o mesmo que ele.


O próximo conto: Miriam - Truman Capote

Conte-nos o que achou, deixe sua opinião nos comentários.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A causa secreta (Machado de Assis) - Quinta do Conto


Como foi dito semana passada o conto comentado dessa quinta seria "A causa secreta" de Machado de Assis, nesse conto ele aborda vários temas como: amizade, crueldade, violência, ciência etc, porém o que toma destaque nesse conto é a crueldade.
O conto é narrado em 3ª pessoa, narrado onisciente, com traços fortes do movimento realista retratando a vida, seus problemas, a ciência, exposição do comportamento humano e amor. Machado nos traz três personagens: Um estudante de medicina Garcia, Fortunado e Maria Luísa (esposa de Fortunato), essas personagens estão na trama central do conto, Fortunato e Garcia se encontram algumas vezes e trocam poucas palavras, porém em um desses encontros Fortunado diz ter se casado e convida Garcia para um jantar e nesse jantar eles torna-se sócios abrindo uma casa de saúde. 
Garcia se apaixona por Maria Luísa, mas esse amor é guardado, pois ele respeita a amizade com Fortunato. Ao longo do conto o lado sádico de Fortunato é mostrado aos poucos e relatado por Maria Luísa que diz que o marido passou a abrir animais em casa para estuda a anatomia. A crueldade e sadismo é mostrada diretamente ao leitor quando a narrativa se volta para Garcia presenciando Fortunado torturar até a morte um rato, pelo simples fato que o rato roeu um papel que segundo Fortunado era muito importante (tortura bem detalhada no conto), Garcia percebe o prazer que o amigo tem  em torturar o animal. Onde entra Maria Luísa? (Paro com o resumo por aqui por causa de Spoilers, mas o conto é curtinho e muito bom, dá pra ler em 20 minutos).
Garcia percebe que o amigo não é uma pessoa normal e que sente prazer com a dor do próximo. o desfecho do conto mostra essa característica do caráter de Fortunado ao sentir prazer com a dor do próprio amigo.


Ao ler esse conto fiquei me perguntado qual o intuito do título, ao fim  percebi que a causa secreta (minha opinião) era a vontade de Fortunado de alimentar seu lado sádico  tornando-se sócio de um médico e podendo assim utilizar dos instrumentos que este poderia ter para praticar seus atos sádicos, ou até mesmo poder praticar suas crueldades sem ser julgado, pois ele poderia justificar que estava desenvolvendo um estudo sobre anatomia e fisiologia, o que no texto fica quase explicito. 


Gostei muito do conto, indico para quem está procurando leituras curtas e interessantes.

Para que quiser ler o conto está AQUI

O próximo conto é  As ruínas circulares - Jorge Luís Borges ( É só clicar no nome do conto)


quinta-feira, 28 de julho de 2016

O poço e o pêndulo - Edgar Allan Poe


Projeto de Leitura que visa instigar a leitura através dos contos. Você pode participar  lendo e comentando sobre os contos. Postarei o link do conto da próxima semana ao fim da postagem que será feita toda quinta-feira. Os contos que serão lidos estarão exposto (AQUI), postarei minhas considerações sobre o conto da semana aqui mesmo no Outro Site.

Primeiro conto escolhido O poço e pêndulo  de Edgar Allan Poe

Nesse conto temos um narrador em primeira pessoa e participativo, no foco narrativo vemos o desenrolar da história a partir do ponto de vista dele. Nos é apresentado sentimentos de horror e medo ao nos depararmos com a situação do prisioneiro, esses sentimentos são apresentados ao leitor de forma direta, pela personagem principal.
A história tem como pano de fundo a inquisição, portanto presenciamos personagens secundários como os inquisidores, os torturadores e os libertadores, personagens que não aparecem diretamente na história, mas que o leitor sabe que eles estão presentes nas sombras do conto.
O prisioneiro está  lutando pela vida e contra o tempo, muitas vezes se deixando abater pela situação em que se encontra, as vezes tenta lutar e outras se entregar ao destino que lhe parece eminente. O psicológico abalado faz com que ele não consiga se decidir entre viver ou morrer, pois a tortura física e mental abalam a vontade e a força de resistir, porém presenciamos em alguns momentos sua luta pela vida em meio ao desespero de sua prisão e tortura.
O conto deixa o leitor apreensivo com a situação da personagem principal, o leitor (pelo menos eu) fica agoniado quando imagina a situação do prisioneiro ao se deparar  com o pêndulo descendo, descendo e descendo lentamente. É não apena um conto de horror, mas sim um conto sobre a vontade de sobreviver apesar de perder a esperança por muitas vezes. Quem ainda não leu é um ótimo conto.

E você leu? O que achou? Comenta! :)

Próximo conto >> A causa secreta - Machado de Assis