terça-feira, 14 de junho de 2016

Outlander - Série



Outlander é uma série exibida pela emissora STARZ,  uma adaptação da série de livros Outlander da escritora Diana Gabaldon. A série assim como os livros retrata a vida de Claire Randall enfermeira da Segunda Guerra Mundial que no final da guerra ao sai de lua de mel com o marido em uma viagem a Escócia se ver por meio de magia tele transportada no tempo para o passado especificamente o ano de 1743 em pleno levante jacobita (insurreições, rebeliões e batalhas nos reinos da Inglaterra, Escócia, Irlanda e Grã-Bretanha). Em meio essas batalhas Claire, uma Inglesa, se ver em meio aos escoceses que consideram os ingleses inimigos, para sobreviver Claire se aproxima dos escoceses utilizando seus dons de enfermagem e conhecimentos de ervas medicinais para ajudar aqueles que precisam e sobreviver até conseguir retornar para seu tempo.

A série é um show de história, retrata o sistema vassalagem dos clãs escoceses, o começo do levante jacobita e costumes da época, colocando a personagem principal no embate de tentar modificar o passado com as informações que conhece da história do passado e futuro. Ao descobrir que está no meio do levante, Claire se dar conta do que ocorrerá com os clãs, pois como ela veio do futuro ela tem sabe sobre algumas figuras históricas de grande importância e datas de acontecimentos que modificarão a vida do povo escocês.

Além dos fatos históricos existe o romance, pois Claire é levada a casar com um escocês para não ser entregue ao exército inglês, então Claire casa-se com Jamie Fraser e consequentemente se apaixona por ele, em meio a tanta confusão ela sempre procura voltar ao local que tem a magia que a levou ao passado querendo retornar para sua realidade.

A série está em sua segunda temporada (ainda não assisti, mas se for tão boa quanto a primeira vale muito asssitir), não irei me estender pois corro o risco de dar spoilers sobre momentos chaves, recomento para quem gosta de histórias com enredo envolvendo acontecimentos históricos e de uma boa série de ação, romance e drama.
A série de livros conta com 8 livros, pretendo iniciar a leitura dos primeiros ainda esse ano. 

Trailers:



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Romeu Imortal - Stacey Jay

" O amor tem a sua própria magia." 



Romeu Imortal é a continuação de Julieta Imortal, a história segue onde terminou a de Julieta Imortal, porém nesse livro vemos o desenrolar do destino de Romeu depois de tudo que ele fez para Julieta, encontramos os mesmos personagens porém numa versão de realidade diferente da que lemos em Julieta Imortal.


"Ela ri e sua risada dança pela noite, fazendo com que as estrelas brilhem ainda mais."

A história é basicamente sobre a redenção de Romeu. Para conseguir sua salvação ele terá que enganar uma garota e fazê-la se apaixonar perdidamente por ele, pois essa garota está destinada a ser perversa, e os seres "bons" que guiavam Julieta procuraram Romeu e ofereceram a ele a chance que Julieta rejeitou no fim de sua história (estou sendo evasiva para não dar spoilers), Romeu não teria outra opção além do sofrimento eterno se não aceitasse a missão que os Embaixadores da Luz lhe propuseram, então ele retorna para o corpo de Dylan e para o momento antes do acidente que inicia a história do livro anterior. A garota que Romeu tem que conquistar e fazer amá-lo é Ariel, a mesma garota que a alma de Julieta habitava, porém Ariel odeia Dylan por causa de uma aposta feita envolvendo a virgindade de Ariel, até ai Romeu teria um trabalho e tanto para conquistar a garota, mas a Embaixadora responsável por Romeu dar a ele apenas 3 dias para fazer Ariel amá-lo, ou ele retornara´ para seu antigo corpo que está apodrecendo e ficará nele até se tornar pó. 



Achei a história de Romeu muito bonitinha, porém me decepcionei com o final que para mim foi muito previsível e mal escrito, a autora durante toda história dar detalhes legais e que fazem uma ligação entre o que estar acontecendo tanto com Romeu como com Julieta, mas no final ela simplesmente pareceu estar cansada de escrever e resumiu. Achei o desfecho muito novela mexicana (não que seja ruim), mas que é muito previsível, melódico e sem sentido, acreditava que o desaparecimento da peça de Shakespeare na realidade que Romeu estava seria um grande mistério e teria uma revelação bombástica, mas não foi nada demais, nem tem explicação lógica. 
O significado do que a Ariel era para os Embaixadores e Mercenários para mim era só uma forma de "encher linguiça" no enredo e que não funcionou bem,  a autora colocou o perigo de Ariel se tornar a maligna das malignas e ser o aparador das almas perdidas apenas para que o romance tivesse algo a mais, entretanto a maneira que foi escrita faltou maiores explicações principalmente para essas partes que ela se tornaria a ruindade em pessoa e para o que aconteceu com o final de Julieta e Ben, (e  por que Julieta ainda tá sofrendo quando o final dela era obviamente feliz?). Satacey Jay tenta muito tornar seu Romeu parecido com o Romeu de Shakespeare através de suas falas, porém falha na maioria das vezes. 
Escrevi que a história de Julieta Imortal é lenta quando escrevi aqui, mesmo sendo mais interessante e agitada a história de Romeu deixou a desejar. Gostei de ler mais não é um livro que volte a ler, pois a história não me encantou tanto quanto achei que encantaria.


(Sis desculpa, amei os livros e vou guardá-los para sempre.)

domingo, 12 de junho de 2016

Como eu era antes de você - Jojo Moyers (Chorando até ficar sem cílios)



Os livros de Jojo Moyers deveriam vir com um aviso na capa dizendo que você vai sofrer, chorar, ficar de luto e que sua vida vai perder o sentido até você encontrar um livro que substitua a dor pela alegria de conseguir ler sem tanto sofrimento. Não estou dizendo que sofrer com seus personagens não seja bom, é sim bom, mas apenas um pouquinho, porém a Jojo me fez sofrer mais do que seria possível sofre por pessoas que só estão no papel.


É difícil para mim falar, escrever ou gesticular sobre esse livro mais vou tentar. Eu fiquei de luto por meses, não estou de brincadeira, passei meses sem ler nada depois que li Como eu era antes de você e li ele em 2013 e só consegui escrever sobre agora. Digo que fique de luto por que passei pelas fases do luto a negação( me negava a aceitar o fim do livro do jeito que a autora escreveu), raiva (tive raiva de Will, de Lou e de Jojo Moyers, por ter me feito sofrer), barganha (nem sei o que pensei em oferecer a Jojo para ela mudar o fim da história, mas com certeza barganhei, e prometi não ler mais nenhum livro dela, promessa inútil), depressão ( me deprimi muito fiquei muito tempo desgostosa de ler outro livro, uns 3 meses sem leitura) e aceitei (aceitei que não tinha mais volta e que a autora faz o que quiser com seus personagens, e por aceitar voltei a ler livros de autoria dela).


Como eu era antes de você conta a história de Lou Clark (ou Clark como Will a chama) uma mulher sem ambições que perde o emprego gostava e se ver a procura de outro e nessa procura torna-se cuidadora (mesmo não sabendo ser cuidadora) de um tetraplégico (que vai mastigar seu coração e cuspir sem dó nem piedade) Will Traynor. Will era tudo que Lou não é, enquanto Lou é a garota recatada (apesar das roupas extravagantes) sonhadora, sem ambições, humilde e conformada com sua vida simples e sem graça, Will era o empresário bem sucedido, ambicioso, aventureiro e com uma vida cheia de novas possibilidades que se ver preso em uma cadeira de rodas podendo mexer apenas a cabeça e um pouco da mão direita. Nessa condição Will toma a decisão de ir a uma clinica que fornece (promove, faz. Não sei bem se é assim) a eutanásia e marca o dia e a hora de sua morte, os pais de Will resolve como último recurso contratar uma cuidadora (mulher) para iluminar os dias de Will e fazer com que ele desista da ideia da eutanásia. Lou acaba sendo a luz na vida de Will que depois do acidente se torna um homem rabugento e mal-humorado, ambos se apaixonam e a história acaba. (sei que devem se pergunta, então por que o sofrimento todo? adivinhem?, mesmo assim é triste o amor deles).
O livro se tornou filme, a estréia é esse mês (se já não foi), os atores escolhidos para viver a Lou e o Will foram Emilia Clarcke Sam Caflin. Sei que vou sofrer novamente com a história traduzida em filme. Espero que não desistam de ler Como eu era antes de você, só para não chorarem um pouquinho, é uma história linda, cheia de bondade, amor e aprendizado, amei Will e Lou são personagens que nunca esquecerei, estão entre os meus favoritos e  as vezes quando me perguntam que livro recomendo Como eu era antes de você sempre está na lista, portanto leiam não apenas ele (todos os livros da Jojo Moyers são maravilhosos), assistam o filme e se emocionem com ambos, pois chorar as vezes é bom e faz bem para o coração.

  

Ah! a capa do livro e a diagramação é linda :)  

Trailer do filme:


sábado, 11 de junho de 2016

Downton Abbey



Downton Abbey é uma série britânica que retrata a vida dos Crawleys uma família da aristocracia inglesa e seus criados, a série inicia retratando o ano de 1912 especificamente um dia depois do naufrágio do Titanic episódio que atinge a família drasticamente, pois o principal herdeiro de Downton Abbey morre no naufrágio, herdeiro que possivelmente se cassaria com uma das filhas do ainda dono de Downton Abbey (naquela época as mulheres não podiam herdar os bens ou as propriedades, por isso eram passada para o parente homem mais próximo, mesmo que esse fosse um desconhecido), com esse acontecimento um parente distante e pobre dos Crawleys será o novo herdeiro e a família tem que se preparar para que o herdeiro aceite a filha mais velha como esposa, para que a propriedade continue na família. A família Crawley se preocupa unicamente em assegurar que a filha mais velha do conde Lady Mary Crawley consiga encantar o futuro herdeiro e esse case-se com ela, a própria Mary é educada para isso (percebemos no decorrer da série) e aceita sua condição, pois não quer perder o título de nobreza.


A segunda temporada retrata a Primeira Guerra Mundial e mostra que o castelo onde os Crawleys vivem foi utilizado como hospital,  e também como Downton Abbey enfrenta a época da Guerra e pós guerra, mostrando através dos personagens e seus diálogos como esse acontecimento atingiu a população britânica. A série nos deixa por dentro dos costumes da aristocracia britânica e da vida da criadagem fazendo um paralelo entre a vida dos afortunado e dos menos afortunados.

Amo série e filmes que retratam acontecimentos históricos e a série me ganhou no primeiro episódio, a maneira como mostra os costumes e acontecimentos da época através dos olhos da aristocracia e de seus criados, esses que muitas vezes nunca chegaram a sair de Downton Abbey, isso foi muito bem exposto pela produção da série. Além de tudo a locação exterior da série é de tirar o fôlego o castelo que ela é filmada está localizado em Hampshire  é conhecido como Highclere Castle.


Assisti 5 temporadas, e me emocione de diversas maneiras, tive raiva, chorei, fiquei injustiçada, me apaixonei e ainda não me conformo que ela não foi renovada por isso estou demorando para assistir a sexta temporada. 

PS: Contamos com a linda atuação de Maggie Smith (a sempre adorável professora Minerva McGonagall) no papel da sofisticada, metida e elegante Costance Condessa de Trentham.




quinta-feira, 9 de junho de 2016

Osso e Ferrugem (DE ROUILLE ET D’OS – 2012)

“Com fraturas na mão, você nunca mais será o mesmo. Em cada luta ou golpe você vai se lembrar, seja cuidadoso. Mas, de vez em quando, a dor vai voltar, como agulhas, como estilhaços de vidro”


Ali é um lutador desempregado que se ver de uma hora para outra com  responsabilidade de  cuidar do filho que mal conhece, um homem (confuso) que não sabe como se relacionar com uma criança de cinco anos, mas que procura ser um bom pai de uma maneira distorcida e verdadeira, Ali resolve ir morar com a irmã a partir daí sua vida começa a melhorar. Em paralelo vemos a vida  Stéphanie uma treinadora de baleias, que é uma pessoa reservada. Ali e Stéphanie se encontram quando Ali trabalha de segurança em uma boate e após uma briga ele ajuda Stéphanie  a ir para casa. Uma tragédia ocorre na vida de Stéphanie  e depois de sua recuperação ela resolve telefonar para Ali, depois disso os dois se tornam amigos e amantes. Ali admira a força que Stéphanie tem para seguir em frente mesmo com todas dificuldades que enfrenta após o acidente de trabalho.


           

Esse filme poderia se um drama cheio de melodrama sobre a superação pela força do amor ( meio Nicholas Sparks, até esperei a morte de um personagem querido), porém foge disso o filme é um drama cru (como assim cru?) ele introduz a dor das tragédias e os relacionamentos de forma tão natural, sem aquele romance adocicado que estamos acostumados a ver nos filmes hollywoodians. O telespectador ver Ali passar de um cara seco e bruto para um cara seco bruto e que tem sentimento, Stéphanie e Ali descobrem que um precisa do outro e que as dificuldades que surgem na vida deles podem se ultrapassadas e menos dolorosas se eles estiverem juntos. Osso e ferrugem  é um romance lento, bonito e agradável, as cores utilizadas pela produção do filme ajudam a dar um ar de calmaria a história desses personagens, mesmo que algumas cenas não remetam a calma. O que não me agradou muito foi apenas uma música na trilha sonoração  (achei sem sentido), mas entendi o que a produção quis alcançar com essa música e com a cena em que ela aparece (música Firework da Katy Perry). O filme tem um enredo bom e personagens fortes que instigam a curiosidade de como a história vai terminar e se perguntar o que vem depois para as personagens.

Marion Cotillard dá um show de interpretação como sempre que gostou dela quando ela interpretou Edit Piaff em Piaff: Um hino ao amor, não irá se decepcionar. 

Osso e e Ferrugem é baseado nos conto "Rocket Ride" e " Rust and Bone" do Rust and Bone de Craig Davivdson.



OBS: TEM NA NETFLIX

terça-feira, 7 de junho de 2016

Orphan Black

Assim que vi no catálogo da Netflix achei que seria mais uma série de drama e ficção, mais uma clonagem de outras séries, porém me surpreendi com o enredo, e olha que sou daquelas pessoas que  é #caçadoradespoiler e mesmo com todos spoilers que li a série conseguiu me deixa de boca aberta.


A série conta a história de Sarah Manning (lembra a Sarah Connor), que se depara com uma mulher idêntica a ela  no metrô e presencia o suicídio da mesma que se joga nos trilhos do metrô, e simplesmente após o ocorrido Sarah resolve roubar os pertences da mulher e posteriormente a identidade, claro Sarah é uma pessoa problemática que foi afastada da filha por se envolver com coisas ilegais, até ai parece mais do mesmo, porém Sarah descobre que existe mais mulheres idênticas a ela e que essas mulheres estão a procura de respostas para desvendar o que elas são e por que são aparecidas se não são irmãs. No decorrer da primeira temporada Sarah se encontra com suas outras "gêmeas" e juntas tentam encontrar as pessoas que podem ter as respostas e que são responsáveis pelos experimentos genéticos que geraram as clones (isso mesmo, elas são clones).
O clube das clones como elas se denominam, enfrentam pessoas que querem manter os experimentos em segredos e que querem descobrir a original (aquela que tem o DNA inicial). Elas se deparam além do grupo que quer por as mãos em todas as clones com um grupo de fanáticos religiosos que acreditam que elas são o mal e querem destruí-las.


A atriz Tatiana Maslany é quem faz a personagem principal e suas clones, ela surpreende em todas as personagens, ela se entrega por completo a cada personagem que você consegue identificar quem é quem mesmo que a Sarah esteja se passando por qualquer outra clone, ela faz com maestria todas as personagens é tanto que ela ganhou o Critisc' Choice Television Award de melhor atriz dramática de 2013. Não escreverei mais por que posso acabar dando muito spoilers (mesmo gostando de destribui-los) assistam vocês não vão se arrepender.

Ps: A Helena é minha clone preferida :)

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Julieta Imortal - Stacey Jay


"Ela lutará pela luz, e ele pela escuridão.
Lutando por século pela doce centelha do amor.
Sempre que duas almas se amarem de verdade, vocês os encontrarão
A corajosa Julieta, e Romeu, o desertor." 
(Cântigo italiano medieval, autor desconhecido)




Julieta cometeu suicídio, Romeu é o culpado,  e a alma de ambos são condenadas a viver durante séculos habitando corpos que pertencem a outras almas. Julieta foi enganada por seu verdadeiro amor, sua alma gêmea o homem a quem amou sem temer o futuro que lhe esperava, Julieta agora através dos séculos ajuda amantes a se juntarem e viverem seus felizes para sempre, enquanto Romeu tenta destruir essas uniões, ex-amantes lutando entre si para ver para unir e separar possíveis almas gêmeas. Essas personagens criadas por Shakespeare ganham um versão diferenciada nesse romance de Stacey Jay, os antes enamorados e casados Romeu e Julieta agora são inimigos. 


" Uma parte de mim sente que amar é um sacrilégio, mas não me importo. Não há nada no mundo como Romeu.Pelo resto da minha vida, ele será ele será o único deus cujos os pés me ajoelharei."


Julieta tem uma missão encontrar o próximo casal que irá ajudar a ficar juntos, porém em seu em sua jornada ela passa a sentir novamente as sensações de estar apaixonada, sentimento que ela acreditava não poder sentir mais, pois o amor para ela só trazia lembranças dolorosas e sombrias. 
A história tem um bom inicio e fim, prende o leitor nos primeiros capítulos, porém é morna mesmo que bem escrita, deixa o leitor curioso, mas em meu caso achei que faltou surpresas em suas revelações, para mim foi muito previsível, é claro que prende  o leitor acredito pelo fato de você querer saber se irá ter um desfecho memorável, se Julieta vai conseguir cumprir com sua última tarefa,  se Romeu é realmente o monstro que Julieta pinta, curiosidade para saber o porquê desses amantes serem inimigos mortais e tentar entender quem são os seres que comandam a alma deles.


" O amor verdadeiro não pode competir com a queda. É uma escalada pela face rochosa da montanha, um trabalho árduo, e a maioria das pessoas é egoísta ou tem medo de tentar."

Alguns detalhes da história são bem desenvolvidos, como a explicação sobre a peça de Shakespeare, e a ligação entre Julieta e Romeu e o escritor, também a inclusão de personagens que aparecem na peça e que Stacey Jay soube acrescentar magistralmente ao seu romance foi perfeita mesmo que óbvia (para mim). 

" Uma Rosa com outro nome ainda teria o cheiro do impossível. Eu preciso de um corpo, não de um nome".

Tem um enrendo lento e sem grandes revelações, com personagens interessantes principalmente por serem  personagens conhecidos pela sua tragédia. Algumas frases são bem desenvolvidas dentro do enredo e remete ao leitor a obra de Shakespeare. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O retrato ( The bookman's tale) - Charlie Lovett

Sinopse: 1995. A morte precoce de Amanda Byerly foi um golpe duro, que encheu de tristeza o coração de seu marido, Peter. Mais introspectivo do que nunca, ele decide deixar os Estados Unidos e se instalar na Inglaterra, onde passa a se dedicar à recuperação e à negociação de livros raros.

Em um de seus dias de pesquisa solitária, Peter se depara com o retrato de uma jovem muito parecida com sua amada esposa, guardado dentro de um livro. A semelhança impressiona, mas a aquarela foi pintada há muito, muito tempo. Trilhando um sinuoso caminho entre a era vitoriana e o final do século XX, Peter passa a investigar a origem do misterioso retrato. As pistas acabam por levá-lo a se envolver em um mistério histórico: uma obra perdida do dramaturgo William Shakespeare.


UM LIVRO FEITO PARA AQUELES QUE AMAM OS LIVROS.
Um amante de livros, um homem solitário, apaixonado e obsessivo são características de Peter Byerly, o que tem demais nisso? nada demais, apenas uma história envolvente que nos levar para o meio da discussão literária que dura séculos, quem era Shakespeare? Ele realmente existiu? Era o Edward de Vere? Francis Bacon? Quem realmente escreveu as peças do famoso dramaturgo Elisabetano?, com essas perguntas e a discussão entre Stratfordianos e Oxfordianos sobre a verdadeira identidade de William Shakespeare, Chalie Lovett nos envolve em um romance de obsessão pelos livros, pela história dos colecionadores, dos falsificadores do maior escritor inglês. Lovett nos mostra Peter Byerly um vendedor de livros que se ver envolto no mistério sobre a identidade de Shakespeare, porém não apenas isso o autor criou um romance que ilumina os apaixonados por livros a acreditar numa possível solução para as perguntas acima (é claro que ele esclarece ser ficção), mas a história é cheia de acontecimentos históricos que povoaram a literatura. Lovett se encarregou de citar escritores, falsificadores e colecionadores de livros que realmente existiram, para preenche de verossimilhança seu texto.

"Aqueles que entrarem aqui busquem não apenas o conhecimento, mas sabedoria"


O passado e presente se envolve de forma lenta e singular, é mostrado ao leitor como os acontecimentos se encaixam sem muita correria nas informações fornecidas na história. 
Eu me encantei com o personagem principal e sua adoração pela esposa e pelos livros, me vi muito nesse personagem e entendi o amor dele pelos livros.

" Antes ele pensava nos livros apenas como seu escudo, mas naquele momento eles pareciam ganhar vida própria, não tanto como obras de literatura ou história ou poesia, mas como objetos, coleções de papel e linha e tecido e cola e couro e tinta."


Algumas descobertas de Byerly são unicamente pela curiosidade de descobrir de quem é o retrato da jovem que é idêntica a sua falecida esposa, o enredo começa a se desenvolver a partir dessa curiosidade de Peter que se ver envolvido em uma trama de falsificações de livros raros, na descoberta da verdade sobre Shakespeare  e na recuperação de sua vida após a morte de sua Amanda. Nos é dado as informações que fazem sentir empatia pela dor de Peter e sua reclusão, Lovett deixa o leitor saber por que Byerly amava tanto sua mulher ao ponto de se refugiar em sua dor, enquanto isso ele também nos guia nos acontecimentos que possivelmente culminaram para não descoberta de escritos pela mão de Shakespeare. 

"Aposto que você nunca pensou que o mundo dos livros fosse tão perigoso."


O mundo de O retrato tem mistério, amor, obsessão, morte,perigo, mentiras e livros.

"...falsificar é contar mentiras. E, não importa quanto você seja bom em mentir, se fizer muito isso, pode se enterrar tão profundamente que a única forma de sair parece ser o assassinato."


Bibliotecas famosas e escritores famosos estão no enredo desse romance e enlaçam-se através de épocas distintas para contar uma história fascinante sobre a literatura inglesa e como mudaria a percepção de muitos e mudo literário se fosse descoberto textos escritos a mão por Shakespeare ou se alguém pudesse provar que realmente foi o famoso dramaturgo. Você é um Stratfordiano ou um Oxfordiano? 

 " Que ele fosse um monumento à tolice, Philip pensou, um tributo vazio ao que acontece com um homem que coloca o dinheiro acima do amor, a rivalidade acima da integridade, a falsificação acima da realidade."


A narrativa é bem amarrada, Lovett consegue com maestria ligar os fatos históricos e seus personagens. O livro me encantou assim que li a sinopse, resolvi não me aprofundar em detalhes ao escrever sobre ele, pois corro o risco de dar spoiler, me diga quem não iria querer: 

"Achar um livro que mudasse a história"








domingo, 20 de setembro de 2015

Thirteen Reasons Why - Jay Asher

"Era exatamente isso que eu queria para mim. Queria que as pessoas confiassem em mim, apesar de qualquer coisa que tivessem ouvido. E, mais do que isso, queria que me conhecessem. Não aquilo que pensavam saber a meu respeito. Mas eu de verdade."


"Você não pode interromper o futuro, nem modificar o passado. O único jeito de descobrir este segredo é apertando play►."

Thirteen Reasons Why em português Os 13 porquês, não é um livro sobre a forma correta de escrever a palavra porquê, mas uma história que nos leva para a vida e morte de Hanna Baker, uma garota que se suicidou e que deixou para 13 pessoas, registrado em fitas cassetes o porquê do envolvimento delas na sua morte. Nas fitas, Hanna explica para cada ouvinte que treze motivos a levaram a cometer suicídio e que cada um deles precisa ouvir todas as fitas e descobrir qual foi sua contribuição.
A história nos leva a conhecer o co-narrador Clay Jensen, um garoto que recebe, como todas as outras pessoas antes dele, as 13 fitas gravadas por Hanna. Acompanhamos Clay na sua agonia para descobrir qual fita pertence a ele e o motivo dele esta envolvido. Durante a narrativas de Hanna, enquanto Clay escuta as fitas, ele nos leva a conhecer os lugares quais Hanna frequentou e ver as pessoas que também fazem parte das razões e são julgados por Hanna como culpados pelo  sua morte.

“Uma pessimista? Uma otimista? Nenhuma das alternativas. Uma idiota.”


O leitor como Clay é levado a curiosidade de descobrir cada motivo e seus envolvidos, nós não temos  as fitas, porém a cada página há um novo cenário, uma nova razão e um novo culpado que nos envolve com a narrativa e prende a atenção do leitor a vida torturante, triste e depressiva de Hanna. Muitos das razões que Hanna nos apresenta achei fútil e pequena, mas me coloquei no lugar dela em muitas das situações, senti a dor da personagem, seu medo, suas dúvidas e dor, me perguntei muitas vezes durante a leitura se ela poderia está viva, mas é bem claro desde o inicio que ela está morta. Clay sofre por estar nas fitas, sofre por Hanna e pelas pessoas envolvidas. 
Faz bastante tempo que li e não quero dar spoilers, e algumas coisas nem lembro, mas é uma leitura que me marcou, e as pequenas coisas que as pessoas presentes nas fitas de Hanna fizeram elas podem até parecerem sem valor e importância para quem pratica, porém para quem sofre o bullying como Hanna sofreu essas coisas são gigantes, tão gigantes que chegam a esmagar. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O ocultismo no nosso dia a dia: Lilith

Bem, esse é o meu primeiro post aqui no blog... e como sei que os leitores são ligados e modernos, resolvi trazer uma temática pouco citada em blogs sérios e interessantes. :p

O título deste post é "O ocultismo no nosso dia a dia: Lilith" e pretendo resumir oque sei sobre ela, a Lua Negra. Uma figura demoníaca, feminista, má e banida do céu. Calma! Esta é a definição dada a ela pela Igreja e que rola até os dias de hoje. Não, não estou dizendo que não seja verdade.... MAS vamos ver os fatos e VOCÊ tire a sua conclusão.

Temida por muitos, e com razão, Lilith é considerada o primeiro demônio da Legião de Lúcifer. "A mãe de todos os demônios", como prefiram. A primeira imagem do post é polêmica... retrata EVA sendo influenciada pela serpente (Lilith) no Paraíso.


Eva não foi a primeira mulher de Adão. Ele não ficou viúvo! No início dos tempos, Deus criou o homem e a mulher... mas diferentemente do que se pensa, a mulher não foi feita originalmente da costela de Adão... ela foi feita do mesmo material que ele, sendo equiparada e tratada de forma igual. Essa primeira mulher foi Lilith.

Apesar de ter sido feita do mesmo material que Adão, a Lua Negra não estava satisfeita com o tratamento a ela dispensado. Nas obrigações, nas decisões e nos atos sexuais, Lilith deveria ser submissa ao seu parceiro. Seria isso uma visão machista? Seria ela a primeira feminista dos tempos? Ou seria apenas rebeldia de um demônio? Seja qual for a resposta o fato é que Deus expulsou Lilith do Paraíso e ela foi acolhida por Lúcifer no Inferno e se tornou sua esposa. Final feliz para todo mundo! Para que algo semelhante não voltasse a acontecer, Deus então criou Eva a partir de uma costela de Adão... e o resto todo mundo já sabe.

Diversos livros, filmes e afins retratam Lilith como sendo má, agressiva, impiedosa e manipuladora. Bases oriundas da Bíblia, onde há apenas menção a serpente e não ao nome propriamente dito e adquiriu referências na maioria das religiões conhecidas pelo homem moderno.


Após sua "migração" para o inferno, ela teria constituído novas forças - agora negativas - para que pudesse ser considerada uma Lady. Ganhou escravos, filhos(as) e formulou suas próprias regras de SER e de CONVIVER. Filh@s da Lua Negra são conhecidos pela sua força psíquica e elevado grau de controle energético.

Já nos cinemas, Lilith é retratada da pior forma possível, sempre levando em consideração o seu lado sombrio. VÁRIOS....SSSSS filmes já foram produzidos tendo a Lua Negra como base da história.  Um deles se chama "Lua negra" e pode ser assistido abaixo (cenas fortes e proibidas para menores de 18 anos):


Vampiros, zumbis, lobisomens entre outras criaturas/figuras das trevas são associadas a Lilith. Outro filme que faz menção a ela:





Até na série "Supernatural" Lilith já foi retratada como sendo um demônio que tenta libertar Lúcifer. Saiba mais sobre este episódio em ler sinopse do episódio.

Aos filh@s de Lilith são atribuídos alguns dons (os 10 mais comuns):
  1. Forte poder psíquico;
  2. Manipuladores energéticos (podem induzir a felicidade - ou tristeza - de qualquer pessoa);
  3. São fortes formadores de opinião;
  4. Sedução manipuladora (podem seduzir qualquer pessoa que desejar, devendo para isso a conquista do ato sexual);
  5. Adoradores e causadores do caos psicológico nas pessoas (podem ser causadores de doenças como a depressão);
  6. Conquistas materiais baseadas no seu poder mental (extremo pensamento criativo);
  7. Bondade com os que sofrem (devido o sofrimento vivido por Lilith ao ser menosprezada e diminuída, seus filhos carregam o sentimento da rejeição);
  8. Vingadores natos e pacientes (a pior espécie kkkkk');
  9. São amates do animal "místico" (o gato,em especial o preto);
  10. Possuem o dom nato da ironia e a usam sempre;
Alguns afirmam que Lilith é destruidora de crianças como forma de vingança... mas não é bem assim.
Ao ser expulsa do Paraíso, a Lua Negra recebeu como castigo a infertilidade. E agora você deve estar se perguntando como Lilith consegue então ter filhos... rs

SIMPLES: Lilith foi banida do Paraíso, mas não foi presa ao Inferno. Ela é livre e da mesma forma que induziu Eva ao fruto proibido, ela induz e "possui" @s filh@s de Adão para se tornarem seus filhos. Isso não faz deles "demônios", mas sim "protegidos" por Deus e agora por Lilith também. Mas calminha aí...

Antes que você tire suas conclusões e rogue a Deus para ser adotado por Lilith, vale lembrar que nem tudo são flores. filh@s da lua Negra também sofrem um pouco. Listei alguns dos pontos mais comuns.

  1. Solidão;
  2. Baixa estima e constantes picos depressivos;
  3. São alvos de ataques espirituais de luz (DEUS quer seus filh@s de volta!);
  4. Apresentam certa dificuldade de demonstrar seus sentimentos;
  5. A vingança é um fator presente no seu dia a dia;
  6. Não aceitam opiniões alheias de forma passiva;
  7. São bons ou maldosos naturalmente;
  8. São fieis ao que acreditam;
  9. Apenas constituem um "consorte" os demais são meras conquistas;
  10. Sugam a energia sexual das conquistas e as transferem para Lilith;

Já foram escritos muitos livros sobre a lua Negra, os mais conhecidos são:




Então... Agora você tirar as suas conclusões... Um demônio ou um ser injustiçado? Revolta ou maldade apenas? Essa é a história beeeemmmmm resumida de Lilith. Em breve trarei outras histórias ocultas! hehehehe

sábado, 12 de outubro de 2013

Crítica do filme "Oz, Mágico e Poderoso"

Será que só eu dou valor ao dia das crianças por aqui? O que seria dessas crianças sem mim? Mereço um presente por isso :p  
Mas enfim, não poderia deixar de dar a minha contribuição com a lembrança do dia e vou aproveitar o fato de eu ter visto Oz, Mágico e Poderoso (de Sam Raimi) esses dias para dar a minha opinião a respeito. Não foi uma boa escolha para um dia tão feliz (ou não para os que como eu, não ganham mais presentes) como hoje, já que eu tenho mais críticas do que elogios, mas vamos em frente.


A começar, tudo bem que eles tenham tido essa ideia de tomar referências do filme de 39, - mesmo que muitos tenham criticado essa ideia, eu até que me animei muito - mas se iam fazer isso com um clássico tão prestigiado como O Mágico de Oz (embora os direitos autorais só permitam afirmar que foi inspirado apenas nos livros, mesmo estando mais que óbvio as semelhanças com o filme antigo - sem cores enquanto se está em Kansas e colorido em Oz, formato da tela, os efeitos do tornado, a quase idêntica cidade das Esmeraldas, bruxa má do oeste, etc), pelo menos fizessem isso direito. O fato de fazer uma produção com técnicas e cenários do filme mencionado não é o bastante, é preciso ter um roteiro bom que não faça com que os atores e as imagens carreguem o filme praticamente sozinhos, mesmo achando que atores muito bons como James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz e Michelle Willians não deram o melhor de si. 




Eu já previa, como grande apreciadora do filme do Mágico de Oz de 1939, que encontraria alguns defeitos, mas confesso que ainda esperei um pouco mais de generosidade nessa produção em se tratando da história de um grande personagem fictício que carrega, não no quesito de efeitos ou colorido - até porque olhando para esse lado tem até demais, exageradamente colorido, tudo em função de impressionar com o visual -, mas em questão de terem a decência de construírem um roteiro com mais emoção. O que vi foi apenas uma estrutura básica de história que passa da antiga vida do anti-herói, a chegada ao mundo fantástico, uma batalha, a transformação de caráter do anti-herói e da bruxa boazinha e um final feliz, sem muito a acrescentar ou impressionar. A minha opinião para esse descaso todo é a tão comum justificativa de um mero intento de marketing para ganhar dinheiro que sempre está acima dos valores cinematográficos. É claro que todo meio econômico deve se ter o objetivo de ganhar dinheiro, mas dá pra se fazer uma coisa bem feita e ganhar dinheiro também, e até ainda mais se for algo realmente bom. ;)


Mas não vou tirar o mérito que o filme tem em se tratando de toda a produção e preocupação de conseguir fazer um cenário que chega, em alguns aspectos, ser fiel ao antigo filme, e a atuação maravilhosa de alguns atores, e os efeitos lindos que se tem ao longo do filme. Todo tipo de arte deve ser valorizado, levando em conta todos os fatores para ele ser feito. Não acho que futuramente o filme chegue a ser tão renomado quanto o de 39, nem deve ser comparado a altura, mas é apenas a minha opinião e nela eu acho que é um bom filme se for ter como requisito o entretenimento, e como hoje é dia das crianças, nada melhor do que tirar um tempinho para ver um filme em família e desfrutar da história.


Feliz dia das crianças!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Beasts of the Southern Wild


Hoje eu tirei um pedacinho da minha tarde para assistir "Beasts of the Southern Wild", que na "tradução" para o nosso idioma ficou como "Indomável Sonhadora". Como em inúmeras vezes, o título me fez questionar o porquê de um nome tão distante do original, ainda assim, achei perdoável, pois não é ridículo ou improvável, acho até cativante, embora não ache que condiz com a realidade da protagonista que, apesar de fantasiar e mesclar alguns coisas que se passam em sua mente com o mundo externo, em momento algum ela abandona a sua postura de menina realista. No entanto, tenho que concordar que ela é uma menina realmente indomável por qualquer que seja, independente e segura, que não está nem aí para as intervenções dos outros. O que mais me faz defender o título original é que ele remete àquela comunidade e não foca somente a menina, mesmo toda a história sendo passada na perspectiva dela, ela retrata o que se passa com todo o conjunto e o comportamento deles em alguns aspectos é comparado ao de animais selvagens pela forma primitiva a qual se apresentam e, portanto, achei um título muito bom e bem característico que define bem a história.


Mas quanto ao filme em geral, confesso que esperava uma abordagem um pouco diferente ao tema, é que pelo enredo, esperava algo muito mais penoso, piegas até, algo pelo qual esperamos de um filme com a classificação de drama vivido em uma sociedade carente e que já é afirmado com antecedência uma catástrofe. O que realmente se difere aí é a reação dos personagens que não manifestam tanto chororô ou autopiedade porque a mensagem que se quer passar é que eles são felizes ali independente do que aconteça, eles só querem se restabelecer no seu cantinho e a desgraça não alterou o seu humor. Mesmo àquela altura as catástrofes já serem algo comum, é de se esperar que esse tipo de filme eleve o sentimentalismo já existente com o objetivo de comover ainda mais as pessoas, e ele consegue fazer isso apenas com a visão externa dos fatos sem forçar a barra com muito choro ou desespero vindo dos personagens. Eles se encontram tristes e desconfortáveis com algumas situações sociais, mas não desmotivados e esse foi um ponto que gostei bastante. A parte mais emotiva mesmo é a questão de saúde do pai da menina, ele tentando esconder a doença dela e ela, com a sua intuição sabendo de tudo, mas ainda achei bem moderada. O foco mesmo, além do instinto de sobrevivência, é a motivação, percebe-se bem isso na relação entre Hushpuppy e seu pai, que embora alcoólatra e as vezes até bem rude com ela, compensava isso tentando transmitir confiança, motivando-a a se manter firme aos seus ideais mesmo diante de tantos problemas. 


O que mais me chamou a atenção no filme nem foi tanto a história em si, mas a maneira pela qual ela é apresentada, como já relatei; a atuação dos atores que apesar de desconhecidos, desempenharam bons papeis (uma curiosidade é que alguns foram encontrados na região onde se passa o filme, Louisiana, inclusive a própria protagonista, Quvenzhané Wallis, talvez tenha sido isso que tenha deixado o filme tão realista); e também as partes em que a menina imagina e insere os auroques (animal pré-histórico) no meio de tudo o que se passa, porque vejo nitidamente uma grande comparação do bicho com a realidade deles, que persiste em destruir seu meio de vida, assim como os auroques, que eram grandes predadores. E tudo não passa de um grande jogo de sobrevivência.



Veja o trailer:

sábado, 15 de junho de 2013

O menino negro

Recebi a um mês atrás um panfleto de divulgação da Companhia das letras que vinha o primeiro capítulos de alguns livros e amei a história do Menino negro por isso mesmo indico a você que gosta de ler.


O menino negro
 narra a infância e adolescência de um garoto comum mas, ao mesmo tempo, muito diferente. Como todos nós, ele se diverte no quintal de casa, vai à escola, brinca e briga com os amigos. No entanto, ele também vivencia um dia a dia totalmente distinto: teme e respeita as cobras que insistem em compartilhar o terreno de seus pais, passa por um ritual coletivo de circuncisão aprendendo a lidar com seu corpo, estuda numa escola corânica e recebe uma formação muçulmana a seiscentos quilômetros de sua terra natal. Seu destino final é Paris, cidade iluminada que o converte em escritor. 
O livro que o leitor tem nas mãos traz o ambiente único da Alta Guiné, mas é também uma homenagem a um continente durante muito tempo esquecido. São muitas as Áfricas que hoje começamos a conhecer, e esta, contada com tanta sensibilidade por Camara Laye, é daquelas que não se esquece jamais.


Segue o primeiro capítulo em pdf: http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13341.pdf

terça-feira, 30 de abril de 2013

O pequeno Nicolau

Faz tempo que não posto nada, mas é por que ando muito ocupada com o trabalho e não li nem assisti muitas coisas esse dias, porém consegui emprestado um  filme maravilhoso e pude assistir esse fim de semana o nome do filme é "O pequeno Nicolau" um filme francês  com uma história linda e engraçada.
O filme é uma pequena amostra de como a mente de algumas crianças funciona. De maneira simples o diretor mostrar como Nicolau enxergam o mundo a sua volta, o ambiente escolar, seus amigos e sua família. O filme também retrata o poder da amizade de Nicolau com seus amigos de escola que apoiam ele nas investidas contra o suposto irmão que ele terá. Deixo vocês tirarem suas próprias conclusões que puder baixar e assistir ou tiver em mãos não será tempo perdido. 

Um bom filme :D

      

Sinopse

Nicolau (Maxime Godart) leva uma vida tranquila, sendo amado por seus pais e com diversos amigos, com os quais se diverte um bocado. Um dia ele surpreende uma conversa entre os pais, a qual faz com que acredite que sua mãe está grávida. Ele logo entra em pânico, pois acredita que assim que o bebê nascer ele não mais receberá atenção e será abandonado na floresta, assim como ocorre nas histórias do pequeno Poucet, de Perrault. Ele começa a bolar maneiras de se livrar do bebê e assim os pais dele que acabam sendo castigados de maneiras bem humoradas.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tributo Raimundos: Rumo ao Roda Viva

Já faz um tempinho que não posto nada por aqui, pra falar a verdade, desde quando houve aquela confusãozinha no meu e-mail, da qual hackearam e apagaram todos os posts do blog, mas chega de relembrar esse acontecimento chato, a verdade é que ando um pouco ocupada com alguns trabalhos e não tenho tido muito tempo. Mas hoje eu arrumei um tempinho e vim falar de uma ideia que me chamou a atenção desde eu vi a divulgação há alguns dias via Facebook por uma página ligada a música, o "Tributo Raimundos: Rumo ao roda viva", que foi lançado no dia 1º de abril e que ironicamente não foi nenhuma mentira para a nossa sorte. E como eu curto bastante o som a banda, não pude deixar de baixar e conferir o conteúdo.


Bom, a ideia projeto era o seguinte: Reunir bandas de diferentes estilos de todo Brasil e fazer um misturadão com as diferentes identidades musicais dando a sua contribuição fazendo covers da banda Raimundos. E não é que deu certo! O trabalho ficou imperdível, todas as versões ficaram muito boas, diferenciadas e bastante originais. Achei bem legal a versão da banda Marmitex da música "Puteiro em João Pessoa", apesar de não suportar ouvir mais o "lelek" (que é tocado no início da música), mas logo a sátira logo aparece quando o vocalista fala "Eu quero é rock meu bixim, lelek é o diabo, minino!", a voz grave do cantor também deu um diferencial bem bacana. E num aspecto geral, gostei muito da banda Tortisse tocando "A mais perdida", da banda Seu Miranda com "Boca de lata" e também de Gnomos da Jamaica com "Deixa eu falar", mas não desmerecendo as demais que desempenharam um bom trabalho, até porque num projeto desses, as bandas tem que ser, no mínimo, boas.
Foi uma boa experiência conferir essa ideia, ver bandas tendo a sua chance de mostrar seu talento e potencial e com um ideal em comum, homenagear uma grande banda do cenário nacional e que, de certa forma, fez parte da formação das mesmas, já que os participantes são fãs da banda (proposta do próprio projeto). No total foram 15 bandas cantando e tocando grandes sucessos da banda prestigiada com muita disposição, e detalhe: sem nenhum fim lucrativo pra galera que prestou a homenagem.


O projeto também possibilitou a divulgação das bandas, muitas das quais desconhecidas, mas que não deixam de ser talentosas, volto a enfocar o que eu já falei num post anterior: há muitas bandas por aí propagando o nosso bom velho rock, o que falta mesmo é a chance delas se mostrarem. Estou aproveitando para conhecer melhor as bandas que participaram do cd por trás dos covers.

No You tube foi disponibilizado o CD na integra:


O projeto está tendo um boa aceitação do público e sendo disponibilizado em vários sites para o download, já se encontra disponível também no 4shared:
http://www.4shared.com/rar/87rIYnNO/Tributo_Raimundos_-_RUMO_AO_RO.html


E você, curtiu esse projeto?