sexta-feira, 22 de julho de 2016

TERROR NACIONAL: Quando Eu Era Vivo- FILME

Escrevi um pouquinho sobre "Boneco do Mal" em outro post, e a dica de hoje é outro filme de Terror, só que nacional. Não, você não leu errado, é nacional mesmo. 

Sabemos que a maioria das produções cinematográficas brasileiras, em sua maioria, são comédias, e temos alguns dramas também, mas a maioria são comédias. Já o gênero Terror é menos comercial e quase não se houve falar. Mas, Daniel, você não disse que não curtia muito o gênero e já está postando Terror novamente? Pois é, gente. Estava em casa, em uma noite, liguei a TV e estava começando "Quando Eu Era Vivo" (2014).

Eu já tinha ouvido falar, porém não tinha parado para prestar atenção de fato no filme. A direção é de Marco Dutra que junto com Gabriela Amaral fazem o roteiro adaptado do romance do escritor Lourenço Mutarelli " A Arte de Produzir Efeito sem Causa" (2008). O elenco conta nomes de peso: Antônio Fagundes, Marat Descartes, além de Gilda Nomacce, Helena Albergaria, e a grande surpresa: a cantora Sandy Leah.
No longa, Júnior (Descartes) resolve largar tudo, sua esposa, seu emprego e acaba indo morar com o pai (Antônio Fagundes). Júnior acaba se deparando com Bruna (Sandy) uma estudante de música que agora ocupa seu antigo quarto (ela alugou). Júnior logo começa a sentir um forte interesse por ela. A estadia de Júnior na casa acaba por se prolongar, e ele começa a apresentar um comportamento muito estranho quando começa a relembrar coisas de seu passado. Através de fitas Cassetes que ele vê podemos notar que a mãe dele era praticante do ocultismo. Nos vídeos a mãe aparece colocando uma espécie de gesso sobre as cabeças dos filhos, é, Júnior tem um irmão, e os dois participam desse ritual macabro e satanista.

Júnior começa a fuxicar outros objetos antigos, em busca de conhecer melhor a mãe e ele acaba acreditando que ela quer enviar-lhe algum tipo de mensagem. Ele acaba achando rabiscos e letras de músicas supostamente feitas por ela.

O comportamento do filho gera uma preocupação no pai que Fagundes interpreta muito bem. Um cara alegre que tenta ajudar a acabar com com a inquietação e paranoia do filho, que ele acredita estar doente.

Muitas coisas sobrenaturais começam a acontecer. Gavetas abrem sozinhas, coisas fantasmagóricas e outras  forças ocultas começam a se manifestar. O interessante no filme é que a casa parece mudar conforme o personagem Júnior  também vai mudando. Quando ele chega na casa, a  residência é toda iluminada; conforme o tempo vai passando os cômodos parecem envelhecer e a fotografia do filme muda, fica bem mais escura e sombria, como o próprio Júnior.
























A figura de Bruna é deveras curiosa. Ela apesar de assustada parece ser a mais de boas do grupo com tudo isso, e tenta ajudar Júnior com a letra da música. Ela é a única (tirando o irmão de Júnior) que parece compreendê-lo ou tenta compreender.

O figurino de Bruna, a figura em si, se assemelha muito com imagem de Sandy na vida real, eu acredito que propositalmente. Nota-se que em algumas cenas a obsessão de Júnior por ela é evidente, ele parece querer saltar em cima dela, louco de desejo. Inclusive tem uma cena que evidencia bem isso, bem explicitamente ,(não irei falar para não dar spoiler) um desejo reprimido que muito marmanjo deve ter feito na vida pensando nela; Sandy que no imaginário social já foi considerada símbolo sexual por sua beleza e até mesmo por causa da imagem de santinha (é provocativa).

No entanto, o filme não é "mais um filme da Sandy", como dizem por aí, pelo contrário. Ela faz um papel muito singelo, porém significativo, não deixando margem para críticas favoráveis ou desfavoráveis, não chega a se destacar muito. Porém, sua presença é fundamental e deve ser compreendida. Quando Bruna começa a cantar a música da mãe de Júnior "Serpente da Noite" ouvimos a voz de anjo de Sandy num enquadramento demoníaco. Um paradoxo no mínimo perturbador. A música do diabo vai ficar na sua cabeça por alguns dias.

E é exatamente isso o que a mãe de Júnior quer a cabeça de todos da família.

 Não irei fazer uma crítica muito aprofundada. Você, caro leitor, ao ver o filme vai perceber que o diretor implantou alguns elementos de filmes Hollywoodianos, lembrando um pouco " O iluminado" (na figura de Júnior, principalmente) e até " O sexto sentido" entre outros, mas não chega perto. O filme não é eletrizante, na minha opinião, mas nem por isso chega a ser ruim. Ele faz parte dos filmes com pegada underground que é o grande barato, mas merecia ser mais explorado e o diretor poderia ter ousado mais. Se merecia um pouco mais de ação? Talvez, mas não é bem por aí. Mas apesar disso, eu diria que é bom filme. Tem uma história original, é muito sugestivo, tem um clima de tensão bem elaborado. Se ele não assusta com certeza, atormenta. Tem muitos elementos críticos. A atuação que mais se destaca na minha opinião é a do Marat apesar de Fagundes também ter sido muito bom. E Helena e Albegaria tem cenas interessantes! Sandy vem somar no elenco,e as músicas do filme são muito boas. Muita gente vai achar que foi jogada de Marketing do diretor, acredito que em partes, sim, mas não foi o foco principal, assistindo você verá. Coloca sua opinião nos comentários!


Trailler do Filme:

https://www.youtube.com/watch?v=DblmBhNSmmI


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Apocalipse Z: Os dias escuros - Manel Loureiro


Há alguns anos ganhei o livro Apocalipse Z: O principio do fim (Manel Loureiro), antes já havia lido em PDF e li novamente quando ganhei o livro físico, gostei muito da forma de escrita do Manel com capítulos curtos e novelescos (terminam no clímax, para instigar o leitor a seguir em frente com a leitura do próximo capítulo), o autor monta uma história cheia de personagens cativantes e misteriosos, com muita ação do começo ao fim (fiz uma resenha aqui), tenho um amor pelas personagens o Advogado, o Lúculo e o Viktor. Vamos ao que interessa o segundo livro demorei muito para ler até por que não queria ler em PDF, então quando pude enfim comprar no início desse ano coloquei na lista das minhas leituras.
 

 No segundo livro da trilogia Apocalipse Z, o Advogado (que ainda não sabemos o nome), Viktor e Lúculo estão em companhia de duas mulheres a formosa Lúcia e a religiosa Irmã Cecília, depois de escaparem do hospital as personagens conseguem consertar o helicóptero de Viktor e colocam em prática com o plano de chegarem as ilhas Canárias, pois acreditam que as ilhas estão fora do alcancem do mal que assolou todo o "mundo". Eles conseguem chegar a uma das ilhas Canárias e, mais uma vez, quase morrem nessa empreitada. Ao chegar em uma das ilhas encontram refugiados e nativos, porém as ilhas estão enfrentando uma guerra civil e passando por escassez de comida e combustível o que gera revolta e rebeliões.  O advogado e Viktor se veem obrigados a voltar para o continente, especificamente a Madri, que se encontra infestada de não mortos (zumbis) para pegar em umas das últimas áreas seguras medicamentos que serão de ajuda para as pessoas das Canárias, forçadamente Viktor e o Advogado são "convidados" a se unir ao grupo que irá até Madri.  


Enquanto isso Lucia, irmã Cecília e Lúculo ficam em Tenerife (uma das ilhas), enfrentam poucas e boas até a volta de Viktor e do Advogado. (estou tentando não dar spoilers, porém é difícil, então paro por aqui com o resumo). 


Quem se acostumou com a narrativa do advogado no primeiro livro, aquela narrativa de diário, vai estranhar um pouco alguns capítulos que o narrador não é ele (o advogado). Detestei o capítulo 7, achei desnecessária e mal feita a narrativa desse capítulo, não ficou bom e não funcionou para mim, claro que o autor quis incrementar a história, porém esse capítulo foi um erro horrendo.
Lúculo que para mim é o galã da história, e será um único a sobreviver no fim das contas, tem seus momentos legais de aparição (acredito que esse gato é incrivelmente dotado de uma inteligência superior aos humanos). 
Para quem leu  o primeiro livro e viu o Advogado se safar de situações de arrepiar os cabelos e que seriam quase impossíveis de sobreviver, nesse segundo livros nos deparamos com um Advogado muito tapado e que não morre por que é a personagem principal da história, mas ele comete muitos erros, erros quais quase matam ele e o Viktor, as gafes são tão estúpidas que nem parece que é a mesma personagem do primeiro livro. O humor seco e sarcástico do Advogado continua o mesmo,  o que mantém o ritmo de leitura agradável em algumas partes.


Achei a narrativa morna nesse segundo livro, perdeu aquela emoção do primeiro, cujo a narrativa era basicamente centrada na escrita do Advogado, porém mesmo com esses erros a história  e as personagens ainda prende o leitor, talvez tenha achado a narrativa morna por esperar ansiosamente por esse livro, espero que o terceiro me surpreenda mais que esse.
Gostei do enredo de fundo que o autor utilizou, ou seja, a guerra civil que se estende pelas ilhas que ainda resistem a invasão dos não mortos, além da falta de recursos, colocar a ideia de sobreviventes brigando entre si por serem de lados diferentes tanto politicamente quando territorialmente deixa a narrativa mais viva e prepara o leitor para momentos em que essa guerra vai definir o futuro das personagens. Nesse livro percebemos que a maior ameaça são os vivos e não os que estão "não mortos", pois os não mortos querem apenas comer e os vivos querem obter poder não importando com nada nem ninguém e fazem de tudo para conseguir seus objetivos. Nesse segundo livro temos muito disso que é um ponto positivo, mas para quem assiste The walking dead, já está bem cansado de ver essa nota ser tocada na série, porém nesse livro ela é tocada de maneira mais detalhada, alguns acontecimentos surpreendem. 

O livro é gratificante, leiam e deixem comentários. Até o próximo post.

Sobre livros

Algumas pessoas amam livros, mas não conhecem algumas coisas sobre eles como o tipo de encadernação, tipos de folhas etc. Primeiro vamos ver a anatomia do livro.




Os livros tem vários tipos de capas, mas será que você sabe como se chamam e como são cada uma delas, vamos ver.

Hardcover: essa versão é com a capa dura, mas tem uma jacket, isto é, aquela capa de papel que pode ser removida.
 

Hardback: é um livro capa dura, normal, só que na capa desses livros vem todas as informações do livros e ilustração de capa, no entanto, essa versão capa dura não tem orelhas


Paperback: é como a nossa versão econômica, isto é, com a capa mole e sem orelhas só, que essa versão, tem as folhas boas, normais e não fininhas e frágeis.


Pocket: é uma terminologia utilizada pelos brasileiros já que internacionalmente essa versão é conhecida como Mass Market Paperback, isto é, uma versão de Paperback em tamanho reduzido, mas as folhas são as mesmas da versão paperback.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

BONECO DO MAL -filme

Mesmo quem não curte muito filmes do gênero terror  (que é o meu caso) vai gostar de o "O boneco do MAL."
O longa que foi dirigido por William Brent Bell foi lançado no comecinho de 2016, e é capaz de lhe fazer alguns sustos.
A história é bacana, se passa numa  Mansão Inglesa bem bucólica onde a jovem Greta (Lauren Cohan) aceita um trabalho como Babá de uma garoto de 8 anos. Até ai nada fora do comum, mas tudo muda quando Greta descobre que o garotinho de 8 anos, de quem ela tem que cuidar, na verdade é um boneco que um casal cuida como se fosse um menino de verdade  (Aspirante à Pinóquio? rs) desde que o filho deles morreu há cerca de 20 anos (ok, sinistro).
O casal logo dita algumas regras de como a Babá deve cuidar do menino enquanto eles viajam (ou dão o fora da Mansão que é o que parece). Greta, descrente de tudo aquilo, não as segue e aí começam uma série de acontecimentos macabros e ditos sobrenaturais. O boneco começa a aparecer em posições das quais não foi colocado, aparecer e desaparecer  em lugares onde não foi deixado, começa a punir e perseguir Grete por não ter dado seu beijo de boa noite de antes de dormir ( e ter quebrado as outras regras)...Sim, parece ter ganhado vida!  
Você pode até ter achado pelo que leu que o filme tem algumas referências à Anabelle, sim, no entanto ele consegue ser original e as histórias são distintas.
Lembro-me que vi esse filme não tem muito tempo com meu irmão. Achei a fotografia muito bonita, e o filme é até bem dirigido, pensei que ia ficar com sono, mas não fiquei, ele até  deixa você vidradozinho. O filme não chega a ser morno, ele segue alguns elementos clássicos dos filmes de terror, inclusive tem algumas cenas que remetem à outros filmes famosos do gênero, misturado com elementos modernos, mas de uma forma um tanto óbvia, não chega a surpreender, perde pontos por isso. Ele é mais suspense do que terror, acredito que por isso que gostei mais e dá pra levar alguns sustos, mas pra quem quer morrer de medo mesmo, não vai. O mais interessante  é o mistério revelado por trás do boneco que mistura elementos da loucura e a psicopatia (que aí sim você pensa em ter medo) . Não vou  falar mais nada para não dar spoiler. É uma boa história, tem um bom elenco, que aliás é parte muito importante para este filme  e tem um romance também. E o final é legal, geralmente tenho raiva dos finais desses filmes e não fiquei com raiva nesse. Okay, já  parei, até o próximo post meus queridos!







quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ciço de Luzia

"Nessa caatinga grisáia, o qui guia eu é o pretume dos zóio dela"
(Ciço, fi de Santana e Rumão)

Essa dica vai pra quem curte um romance regional nordestino, desses bem arretado com um vocabulário bem típico e rico em detalhes da cultura daqui.



Ciço de Luzia é um livro que conta a história de um casal apaixonado, inicia-se com eles pensando ter um amor platônico pelo outro até se darem conta que se gostam, e a história vai se desdobrando em pequenos capítulos contando a rotina de cada um dos dois, enriquecida de detalhes e eventos que envolvem não só o romance deles, mas tudo a sua volta, a convivência em casa, no trabalho, com a família, com os amigos, enfim, uma descrição bem natural de tudo o que envolve esse universo. 

É um livro bem poético e resgata aquele tipo de amor inocente, mas por se tratar de um mundo no nordeste de tempos atrás, é possível perceber ainda aquele velho preconceito a respeito de valores, construindo a imagem de "meninas direitas" ou não e críticas ou comentários a respeito da sexualidade, mas vejo isso apenas como uma representatividade de coisas que talvez o próprio autor tenha vivenciado sem a permissa de julgá-lo por isso, como disse, o livro é bem fiel aos costumes nordestinos.

O livro também conta com um glossário em cada capítulo, a fim de facilitar o entendimento de quem lê, principalmente para os que desconhecem as expressões ou gírias nordestinas, sem contar que as palavras são ditas fielmente como os personagens falam, com direito a licença poética e tudo e é muito gostoso de ler! Você se sente bem a vontade com a escrita.

No geral, classifico-o como um bom livro, há outros na mesma categoria melhores, claro, mas este é bem agradável para se passar o tempo, se sentir em casa, para os que são ou tem algum tipo de relação com o universo nordestino, e também dá a oportunidade de quem não conhece, passar a conhecer esse mundo bem da raiz, de quem já viveu aquilo, e não fica preso só no assunto de seca, que é o mais comum de se ver, mas transita entre diversos assuntos, como mencionei acima.

Fica a dica pra quem tá afim de ler um romance com essas características. 


segunda-feira, 11 de julho de 2016

TAG: PERGUNTAS LITERÁRIAS

Olá! Hoje trago uma tag que o blog Como Respirar criou
A tag consiste em 9 perguntas. Eis elas:


1 – A capa mais bonita da sua estante
Insurgente da saga Divergente de Veronica Roth. Tem muitas outras capas bonitas, porém essa é minha paixão desde que ganhei os livros.


2 – Se pudesse trazer um personagem da ficção para a realidade, qual seria?
Traria Hercule Poirot célebre detetive criado por Agatha Christie. Foi uns dos primeiros personagens que me deparei e que me encantou com sua inteligência e perspicácia.




3 – Se pudesse entrevistar um autor (a), qual seria?
Carlos Ruiz Zafón autor de A sombra do vento. Amo a escrita dele e  suas histórias a maneira que ele constrói seus personagens é tão realista e bonito que encanta, consegue mexer com meus sentimentos.


4 – Um livro que você não leria de novo? Por quê?
House of Night (Vale para toda série) da P. C Cast e Kristin Cast. A história se estendeu tanto que perdeu o foco, amava os primeiros livros, porém os últimos nem consegui terminar.


5 – Um casal?
Daniel e Bia, de A sombra do vento. Foi o casal que me encantou a maneira que se apaixonaram e a atmosfera que envolve o amor deles é muito linda.

6 – Dois vilões
Vou falar de vilões que não gosto o primeiro é o asssassino de Susie Salmon do livro uma vida interrompida memórias de um anjo assassinado (The lovely bones). O outro Dolores Umbridge de Harry Potter  e a Ordem da Fênix.

7 – Um personagem que você mataria?
Bentinho de Dom Casmurro.


8 – Se pudesse viver em um livro, qual seria?
A sombra do vento. Adoraria ir conhecer o cemitério dos livros proibidos.

 

9 – Qual o maior e o menor livro da sua estante?
O maior é Tormenta de Espadas. Já o menor é O caderninho de desafios de Dash e Lilly;

  

Então é isso galera! Podem responder essas perguntinhas nos comentários. Adoramos ver a opinião de vocês.

Abraços.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Uma curva no tempo - Dani Atkins


Na véspera de irem para Universidade Rachel e seus amigos resolvem jantar juntos para se despedirem, nesse jantar um acidente acontece, acidente que mudará a vida de Rachel e seus amigos. Cinco anos depois  Rachel mora sozinha em Londres, em um pequeno apartamento, tem um emprego que não é o que sonhava e vive se culpando pela morte de seu melhor amigo.



Cinco anos depois a vida de Rachel é perfeita e ela tem tudo que queria, realizou seus sonhos. Tem um noivo maravilhoso, seu pai está saudável e seu melhor amigo vivo. Porém que realidade é a verdadeira? O que fazer quando todos dizem que essa é a sua vida, mas você não lembra de nada dessa vida?



Em uma vida nos deparamos com uma Rachel  que a vida é apenas tragédias, e na outra vida uma Rachel que tem a vida de seus sonhos.
Achei a premissa da história muito boa, os detalhes acrescentados durante a narrativa que depois você percebe que fazia sentido, acontecimentos estranhos que fizeram sentido ao final da história, foi tudo muito bem amarrado. 



Amei Jimmy um personagem carismático e amável (todo mundo merece um Jimmy), apesar de ter gostado tanto de muitas coisas da história para mim o final foi previsível, durante a leitura assim que Rachel volta para casa do pai e acontece algumas coisas com ela eu já imaginava que o final seria o que realmente aconteceu, então não tive nenhuma surpresa, não é que não gostei do final, gostei muito, porém esperava um desenrolar bem mais detalhado e com outra explicação. 
O título me enganou direitinho, e se foi essa a intenção a de enganar o leitor, meus parabéns, talvez tenha sido problema da tradução do título, pois o título original é "Fractured" ou seja "Fraturada" que para mim seria bem mais apropriado que o título dado aqui no Brasil. 
Uma curva no tempo é uma boa e relaxante leitura, fiquei triste com algumas coisas que ocorre com os personagens, mas dá para ler sem cair em lágrimas, é um romance lindo, me apaixonei pela capa e sua diagramação e acredito que foi isso que me fez comprar o livro.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Pokemon Go! – Seja um mestre Pokémon!


 Finalmente, para alegria de milhões de fãs pelo mundo todo, Pokemon Go! Já esta disponível para download nas plataformas IOS e Android. E se você ainda não sabe do que se trata, pode começar a se preparar: Chegou a hora de se tornar um mestre Pokémon de verdade.
A proposta do game é transformar o mundo à sua volta em um verdadeiro mundo Pokémon, onde você irá procurar, capturar e evoluir seus monstrinhos com a ajuda de seu celular. O game mapeia a região ao redor do jogador, e coloca os diversos Pokémons soltos em locais aleatórios por espaços de tempo curtos. Cabe ao jogador ficar sempre atento, e buscar encontrar essas oportunidades de capturar os mesmos para aumentar sua coleção.


O jogo baseia-se na localização de GPS do aparelho, e sendo assim, você terá que realmente se movimentar, inclusive desbloqueando conquistas pelas distancias percorridas. Ao encontrar um Pokémon, será necessário apontar seu celular para o mesmo, e usar uma pokebola virtual para fazer a captura. Feito isso, o monstrinho será adicionado à sua biblioteca, e você terá que o treinar e evoluir, como nos desenhos e games da série tradicional.
Existe ainda a utilização de microtransações No game, para compra de itens com dinheiro real. Esses itens irão desde pokebolas até recursos para atrair pokemons. O jogo, por enquanto, não esta disponível na play store brasileira, mas já é possível baixar o instalador em sites de hospedagem e iniciar a sua jornada em busca de uma coleção grande e forte.



Para iniciar, você passara por um treinamento tutorial com o professor Willow, e será guiado para obter um bulbassauro, squirtle ou charmander. Depois disso, com seu primeiro Pokémon em mãos e familiarizado com o game, cabe a você ficar sempre atento e se movimentar para encontrar os demais, que serão adicionados aleatoriamente. Com certeza o game é uma aposta inovadora da Nintendo na área móbile, e fará com que muitas pessoas se tornem verdadeiros “caçadores” pelas ruas, com celulares em punho. O que você está esperando? Faça logo o download e comece sua jornada para se tornar o mais novo mestre Pokémon! 



Créditos das imagens PRa Sydney Duarte

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Sonho Febril - George R. R. Martin


Sonho Febril é muito mais que uma história de vampiros é uma história do escravismo e abolicionismo, tanto de si mesmo como dos outros, retratando em conjunto aos movimentos escravocratas e abolicionistas dos Estados Unidos em 1857, quando o pais se encontrava dividido entre os estados que apoiavam a escravidão, os que queriam o fim da mesma e o avanço dos barcos a vapor. Nesse cenário encontramos, entre as linhas detalhadamente escritas por Martin, Abner Mash um dono de vapores (agora apenas um o pequeno vapor chamado Eli Reynolds) que foi assolado pela perda de seus barcos a vapor para o frio. Marsh é um homem sonhador e honesto, tudo que o misterioso, imponente e também sonhador Joshua York quer como sócio.  York procurava alguém em quem confiar para se tornar sócio e comprarem um barco a vapor juntos para poder navegar pelos rios do estado de Louisiana e fazer seu trabalhos sem ter que enfrentar muitos questionamentos, assim torna-se sócio do feioso e quase falido Marsh, uma sociedade que salva a vida dos dois e forma laços de amizade eternos.


Abner Marsh e Joshua York tornam-se donos de um maravilhoso barco a vapor que colocam o nome de Fevre Dream, após ambos se tornarem capitães da Fevre Dream (Marsh diz que o barco é feminino) cada um tem um sonho diferente a ser realizado considerando a existência do barco como meio para alcançarem a realização desses sonhos. O sonho de Marsh é vencer o famigerado barco Eclipse numa corrida de vapores. O Sonho de Joshua  (não dá pra contar pois seria spoiler demais, rsrs).


Nesse enredo em meio ao rio Mississipi  e entre outros rios é mostrado de forma crua e direta  a questão da escravidão no estado do Louisiana, e em alguns momentos a questão da escravidão dos negros se entrelaça com a escravidão e obsessão de Mash em ultrapassar o Eclipse, e a escravidão de York a sua condição de vampiro. 
Em New Orleans os capitães do Eclipse encontram um vampiro chamado Damon Julian (o vilão, toda boa história que se preze tem um "bom" vilão), Damon é inescrupuloso, manipulador e perverso, tem alguns seguidores, assim como Joshua, porém não tem respeito nenhuma pela vida humana (que os vampiros chamam de o gado). Alguns acontecimentos levam Marsh e Joshua se afastarem porém o senso de honradez de  Marsh e seu amor pelo Fevre Dream o faça ser fiel e amigo de Joshua mesmo quando esse mente para ele.
Um dos diálogos que me marcou nessa leitura foi uma conversa entre Marsh e York quando esse fala sobre  seus sonhos e a guerra que se estende entre os vampiros e os humanos, York questiona se o povo de Abner escraviza seus semelhantes apenas por terem um tom de pele diferente o que seria da raça de York que é mais forte, mais rápida e que não tem nada para oferecer além  serem predadores dos humanos. Algum tempo depois Marsh pensa nessa mesma conversa e decide lutar pelo lado abolicionista, mas é lembrado por um de seus empregados, o negro liberto Toby, que falar em liberdade dos escravo em um estado escravista seria a morte.


Para mim a história utiliza uma metáfora para também falar da escravidão de nós mesmos através da obsessão de concretizar nossos sonhos (isso na figura de Abner Marsh), porém o que seriamos sem os sonhos a serem alcançados. E retrata a abolição desses sonhos quando coisas mais importantes como a amizade entra em jogo. Apesar de Marsh e York sempre se tratarem como sócios eles são mais que apenas sócios, durante toda a narrativa vemos o companheirismo entre eles crescer e se tornar amizade.
Nesse mesmo contexto que envolve o escravismo e abolicionismo, temos os dois senhores de poder ambos vampiros, Joshua que em minha visão representa aqueles que lutam pela liberdade e Damon que luta para manter a escravidão tantos dos seus quanto dos outros.

Demorei para terminar de ler esse livro em algumas partes foi doloroso, pois a leitura não fluía se tornava monótona, porém depois da página 200 a leitura ficou mais prazerosa e consegui terminar de ler com os olhos cheios de lágrimas e emoção pois a história se tornou parte de mim.
A honra, lealdade, amizade e cumplicidade entre Abner e Joshua revelada durante a história é montada com uma simplicidade e carinho através da escrita detalhista de Martin. Os capitães do Fevre Dream tornaram-se para mim personagens exemplos de amizade (tal como Daniel Sempere e Fermín Romero de Torres em A sombra do vento). Serão personagens que irei sentir saudades, principalmente de Abner Marsh o capitão mais feio de todo Louisiana, mas o homem mais honrado e apaixonado que o leitor terá prazer de conhecer entre as linhas de Sonho Febril. O final da história é linda os detalhes que Martin nos proporciona, mesmo que as vezes cansativos, deixaram o desfecho magnifico.


sábado, 2 de julho de 2016

Orange is the new "febre"


A série Orange is the new black não é nenhuma novidade e não é de hoje que vem alcançado altos níveis de sucesso em praticamente todas as estreias de uma nova temporada, mas é inegável que a última mexeu com todos os seus telespectadores de uma forma ímpar devido a alguns acontecimentos recentes, quem assistiu sabe do que eu tô falando, e quem ainda não viu, não se preocupe, esta postagem tem o intuito de apenas divulgar a série através de uma crítica positiva e está livre de spoilers.


Comecei a ver OITNB este ano, já com três temporadas de percurso, mas foi começar a ver e não querer parar mais, o lado bom disso foi que não sofri muito esperando pela quarta temporada, mas vamos lá, quais são as qualidades dessa série para eu estar fazendo essa resenha? A resposta vem fácil: OITNB é uma série que tem uma grande proximidade com a realidade, não só pelo fato de ser uma adaptação inspirada em uma história real do livro  Orange Is the New Black: My Year in a Women's Prison (gostei tanto da série que o livro também já está na minha meta de leitura)escrito pela autora Piper Kerman com suas experiências em uma cadeia de segurança mínima em Nova York, mas também pela naturalidade das personagens, a realidade descarada do que se é comum nestes ambientes (muitas vezes, o mocinho não é quem a gente pensa que é), os conflitos internos e externos das prisioneiras do local, tão humanas que até justificam alguns crimes, sem contar que a série conta com um elenco (divino, por sinal) dotado de rostos e corpos isentos dos esteriótipos comuns em produções do tipo, a maioria das pessoas que eu vejo na série são bastante "normais".


No mais, é uma série muito divertida, embora também carregue certo teor de drama, muitas vezes isso é superado pela parte humorísticas, mas é praticamente impossível não se sensibilizar com alguns fatos representados na série, que sempre busca manter uma proximidade dos personagens com o telespectador, você conhece cada um deles não só pelas suas atitudes na prisão, mas a série também conta com alguns flashbacks dos mesmos em sua condição fora do local que nos faz refletir sobre os fatos e o rótulo de "prisioneira" é trocado pelo de "humana", fato nem sempre respeitado, pois em várias situações podemos ver o menosprezo e diminuição sobre elas por parte da equipe da prisão é da própria sociedade.


É uma série que trata de vários assuntos como preconceito racial, homossexualidade, construção de família, conceitos de valor e caráter e tantos outros assuntos quanto posso contar. A série me cativou muito, espero que a minha resenha possa induzir mais pessoas a assistir essa série maravilhosa, pois vale muito a pena! Tenho certeza que muitos vão se encantar com o carisma da Alex, a simpatia da Poussey, a loucura cativante da Suzanne (crazy eyes) e tantas outras que eu poderia passar a noite inteira citando.


sexta-feira, 1 de julho de 2016

The New Normal - série




É uma série de comédia, mas que trata de assuntos muitos sérios. Um casal homossexual Bryan e David resolve ter um filho e para isso eles precisam encontrar uma barriga de aluguel, nessa procura eles conhecem Goldie uma jovem que sonha se tornar advogada e que tem uma filha de nove anos a Shania, pela qual Goldie decide realizar o sonho de se tornar advogada e dar para  sua filha uma vida longe da avó preconceituosa e neurótica  e longe do marido canalha. Ao se oferecer como barriga de aluguel Goldie especifica que quer ser mãe de aluguel de um casal gay, an assim ela conhece o Bryan e o David e a parti dessas escolhas e encontros uma família nada convencional se forma da maneira mais doce, sutil e linda. Bryan e David que passam a ver Goldie e sua filha como parte de sua família. 
Eles passam por momentos de dúvidas sobre trazer o filho ao mundo que vive julgando ambos por serem quem são, enfrentam preconceitos por escolher ter um filho sendo gays. As dúvidas das personagens sobre como é criar um filho sendo pais de primeira viagem e não terem um bom exemplo a seguir, a dúvida de como agir ao enfrentar as fala maldosas das pessoas e como lidar e proteger seu futuro filho de pessoas que agirão mal com a criança por ter país gays, tudo isso em meio ao amor que eles veem crescendo e se tornando o novo normal, tanto pra eles como para Goldie e sua filha. A questão de adoção também é abordada na série.
The new normal veio retratar que uma família não precisa ser convencional para ser uma família, mostra através do casamento desfeito de Goldie que nem sempre uma família considerada perfeita é realmente perfeita para criar um filho.
Amei a série ela aponta de forma doce, singela e encantadora que uma família não é apenas pai, mãe e filhos, mas que a família são aqueles que amamos e respeitamos. Uma pena que a série só teve uma temporada, porém essa única temporada foi muito boa e o final casou bem com a proposta que série buscou desde os primeiros episódios. The new normal é uma série pra sentir que as coisas podem dar certo apesar dos preconceitos e coisas ruins que casais como Bryan e David passam diariamente na vida real, uma série para suspirar e rir, amar e curtir muito.