segunda-feira, 20 de junho de 2016

Constantine (filme) homenageando o filme Matrix?

   
Outro dia estava falando sobre os filmes com Keanu Reeves e me veio a mente como Constantine parece ter cenas e personagens que remetem ao filme Matrix, falei até que poderia ser uma homenagem a Reeves ou ao filme Matrix, claro nem toda ciência é exata, e nem tudo que acredito ser uma homenagem ou lembrar um pouco de Matrix em Constantine é passivo de ser certo, porém resolvi escreve sobre os pontos que admito encontrar semelhanças.
Vamos começar com os personagens, Neo e John, ambos são levados a ver o mundo de maneira diferente, Neo ver a Matrix e John ver o mundo dos espíritos e demônios, ambos mundos os a maioria dos humanos não conseguem ver ou perceber que existem.

                                        

Papa Meia noite achei personagem com algumas semelhanças como o Oraculo, essas personagens sabem o que ocorre ao seu redor e não podem ou preferem não interferir (lembre-se que estou falando do que o filme passa, não a Hq de Constantine). As cores das primeiras cenas desses personagens são similares, e eles estão fumando. Pode ser pouca coisas, porém a aura envolta dessas personagens é mistica e misteriosa, eles sabem muitas coisas e pouco revelam.



O anjo Grabriel e Agente Smith essas personagens procuram entender a raça humana, são os "vilões". Agente Smith e Gabriel seguiam ordens, Agente Smith seguia ordens e as regras dadas pela Matrix e Gabriel seguia as ordens de Deus, ambos rompem com a obediência e passam a agir sozinhos.

 

Balthazar e Cypher os traidores. Cypher traí Morpheus e os outros tripulantes da Nabucodonosor para poder voltar a Matrix, Balthazar é um mestiço que ajuda Gabriel, ele vive na terra e se o objetivo de Gabriel for alcançado ele voltaria a viver entre os seus, pois a terra seria reino de Mamon (o filho de Lúcifer).

As cores das cenas de Constantine no inferno e as de Neo na Terra podem até ser diferentes mais o cenário de destruição é parecido.



A cena de Neo lutando contra os Agentes Smith e a luta de Constantine para escapar do inferno, em alguns momentos possuem semelhanças.





A cena final quando Neo está sendo levando pelas máquinas a semelhança da cena de Constantine sendo levando para o céu é .
incrível, foi a cena que me fez observar as outras semelhanças que escrevi. Matrix terminou sua trilogia em 2003 e Constantine foi lançado em 2005, pode ser que exista uma homenagem ao filme Matrix no filme Constatine, ou sejam apenas coincidência, e eu esteja  vendo coisas onde não existe, porém foi bom fazer essa comparação. 



Essa é só uma comparação superficial, para mais detalhes teria que ver os filmes muito mais vezes. Se você encontrar mais alguma semelhança deixa nos comentários.

Keanu Reeves lindão, (imortal ou não) quero mais filmes com você.

sábado, 18 de junho de 2016

Epica - A Holographic Principle e os outros álbuns



Escuto Epica diariamente, gosto bastante das músicas e espero ansiosa o novo álbum  "A Holographic Principle", que é o sétimo álbum da banda que tem previsão de lançamento para setembro. Decidi então falar um pouco de cada álbum e seu intuito, pois a banda não é apenas rostinhos bonitos e grito, as músicas e os álbuns trazem consigo conceitos e a alma dos integrantes, que é uma coisa linda de se ouvi e ver.

The phantom agony trazia musicas com forte influência árabe e falava sobre questões como o extremismo religioso e terrorismo.

Consign To Oblivion foi um álbum baseado na cultura Maia.


The Divine conspiracy  mostra uma teoria de que Deus criou as diferentes religiões e as lançou sobre a humanidade para ver se os homens são capazes de através delas encontrar sua verdadeira natureza compreendendo a diferença entre as religiões e as pessoas, para assim o homem perceber que todos são apenas um e buscam a mesma coisa.



Design your Universe surge como o tema de que todos estamos ligados a níveis subatômicos e que podemos influenciar o mundo através dos nosso pensamentos e atitudes.



Requiem for the indifferent esse álbum vem com a temática de que a humanidade deve abri os olhos para os acontecimentos ao seu redor, deixar de pensar em si só e procurar ajudar o mundo tentado a acabar com as guerras, as tensões religiosas e desastres naturais, se conectando e lutando por um único ideal que é salva o mundo e a humanidade.

The Quantum Enigma é um álbum com toques mais modernos, porém consegue trazer um pouco da atmosfera dos álbuns anteriores que é uma marca registrada do Epica. Sugere um novo começo para a banda depois da saída de alguns integrantes. Segundo a vocalista Simone Simons:
“O título representa um experimento de física quântica, em que descobriram que, sempre que se observa partículas elas se transformam em uma determinada forma e, em seguida, quando você ver de novo, elas já mudaram completamente. Portanto, existe um pouco de significado filosófico por trás disso, você nunca pode estar muito certo do que é a realidade, quando você não consegue ver. O que é mostrado em todas as letras é que estamos à procura da realidade, mesmo que esteja à deriva entre realidade e os sonhos. É muito filosófico e espiritual com um toque de ciência."
A Holography principle lida com o futuro e a realidade virtual que faz com que as pessoas criem seus próprios mundos virtuais, levantando a questão de distinguir entre a vida real e a virtual.
epicaholographiccdofficial

Cada álbum da banda traz consigo um conceito os arranjos, acordes, vocais, toda melodia das musicas do Epica são de tirar o folego, amo desde que ouvir Façade of reality a primeira vez, então não desgrudo mais das músicas da banda.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A última carta de amor - Jojo Moyers


Em Londres no ano de 1960 Jennifer Stirling acorda no hospital depois de ter sofrido um terrível acidente, ela não consegue lembra de nada da sua vida, volta para casa com o marido e tenta seguir com sua vida,mas Jennifer sente que há algo estranho, algo está faltando. Então Jennifer descobre umas cartas de amor escondida, endereçadas a ela e que não são de seu marido, pois é assinada apenas  pela letra “B”, ela percebe que antes de se esquecer de tudo estava vivendo um romance fora do casamento e que estava disposta a deixa o marido.


Ellie Haworth uma jornalista durante uma pesquisa nos arquivos do jornal qual trabalha encontra uma das cartas endereçadas a Jennifer, porém já tem se passado quatro décadas, obstinada em reunir os protagonistas dessa história de amor proibido, Ellie começa a procurar por “B”. Ellie está envolvida com um homem casado e a história de Jennifer e B pode ajudá-la a resolver o problema em seu relacionamento.

Jojo Moyers traz nessa linda história personagens carismáticos e complexos, um enredo gostoso de ler e uma trama bem elaborada. A última carta de amor retrata a vida de duas mulheres apaixonadas e com relacionamentos proibidos. É um livro emocionante, em cada capitulo Jojo nos presenteia com um trecho de uma carta de amor da vida real.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Humans - série


Humans (2015)  é uma série que fala sobre inteligência artificial, lembra-nos um pouco do filme de Steven Spielberg A. I. - Inteligência Artificial ambos tem o mesmo "preceito", criação de robôs inteligentes para substituir o ser humano em algumas tarefas. Na série existem os robôs Synths (sintéticos) que são utilizados como empregados entre outras coisas, são semelhantes aos seres humanos fisicamente. O foco principal da série gira em torno de uma sintética chamada Niska que ao ser comprada por uma família demonstra reações e sentimentos que outros sintéticos não possuem e que não estão presentes na sua programação o que intriga a dona da casa (remete a David o garotinho robô de A.I). No decorre da série descobre-se o motivo da Niska (a sintética) ser diferente dos outros sintéticos e a existência de outros iguais a ela e quem os criou, em meio a essas descobertas surgem problemas que levam a dona da casa que Niska trabalha querer devolvê-la pois não confia na sintética perto de seus filhos. Existe um grupo que quer descobrir, prender e estudar os sintéticos modificados, então Niska e os outros sinéticos iguais a ela tentam se esconder desse grupo com a ajuda da família que a comprou, pois sabem temem serem destruídos. 


A série teve apenas uma temporada, até agora não foi liberada nenhuma informação sobre uma segunda temporada, gostei muito do desenvolvimento da série, gostaria muito que tivesse a segunda temporada para finalizar alguns ganchos no enredo que ficaram soltos e sem explicação. É mostrado como os sintéticos por não serem humanos tornarem-se fácil de se dispensar (destruir) sem remorso, porém como destruir alguém que parece humano e age como tal.
Vale a pena conferir a primeira temporada mesmo sem uma continuação por enquanto, fica a dica para quem quer assistir uma série boa e com pouco episódios. 

Trailer: 


terça-feira, 14 de junho de 2016

O Homem Duplicado (Enemy)

" O caos é uma ordem por decifrar" 



Para os amantes de filmes como "Cisne Negro"; "Efeito Borboleta" e "Donnie Darko" ; O Homem Duplicado (2013) vem nessa linha de filmes com teor psicológico/ filosófico que irá fazer você pensar ( e viajar), e muito. 

Do Diretor Denis Villeneuve, a trama que é uma adaptação para o cinema do romance de José Saramago (Enemy) de 2002, conta a história de Adam Bell, interpretado pelo charmoso e talentoso ator Jake Gyllenhaall, um professor de História que tem uma rotina de vida tediosa, pacata e sem vigor. Os dias parecem todos iguais para Adam: Do trabalho para casa; encontra a namorada- onde vive o mesmo ritual nada empolgante e inovador até mesmo na cama-. E tudo se repete no outro dia, da mesma maneira. Podemos sentir o tédio do personagem, o filme, que nos minutos iniciais tem uma introdução inusitada e depois segue morno (propositalmente ao meu ver) que chega a despertar até mesmo sono no telespectador. Com uma iluminação um tanto densa e escura; observamos também que os trajes do personagem parecem combinar com seu estado de espírito de vida atual, em cores de tons neutros, amarronzados, opacos e sem vida.

Mas eis que logo ficamos vidrados na telinha quando algo inesperadamente novo surge: Alam recebe uma indicação de filme que  um colega de trabalho diz ter sido bom,  ao alugar a fita (também no intuito de querer quebrar a rotina com algo novo) o professor de História vê-se intrigado com o seguinte fato: O personagem Daniel, do filme assistido, é literalmente sua idêntica figura, um sósia de fato! E assim começa a busca de Adam pela sua cópia misteriosa, um ator chamado Anthony S.t Claire (Jake Gyllenhaal, óbviamente rs)


 O encontro entre os dois acontece. Anthony é o total oposto de Adam apesar de terem seus rostos e corpos literalmente iguais. Ator de sucesso, de personalidade marcante, Anthony leva uma vida de luxo, com roupas estilosas, além de uma moto fodona, é claro. Uma vida totalmente diferente da do professor de história, que apesar de assustado com tudo aquilo, parece invejar a vida de seu sósia. Um fato intrigante é que apesar de opostos os dois personagens tem suas esposas muito parecidas uma com a outra, duas loiras esbeltizas, só que uma está grávida. E não é a de Adam. 

O clima de suspense rege o filme todo que no começo é monótono, mas Gyllenhaal não deixa a gente dormir, regendo o filme com maestria, as demais atuações também são muito boas, o elenco parece estar submerso na mesma atmosfera denso/calmo/dramática/misteriosa do filme de sequência não-linear que logo nos surpreende com uma reviravolta nos fatos,  centrada nas personas de Adam/ Anthony que acabam por se confundir e nos confundir também: Afinal, quem é Anthony? Adam e Anthony seriam a mesma pessoa?

De uma forma ou de outra, um parece ambicionar algo na vida do outro nessa teia de entrelaces duplicadas. Esse caos que parece sugerir o que quer dizer desse duplo, dessa loucura do personagem, que nos faz refletir como nós mesmos nos enxergamos e/ ou gostaríamos de ser. Aliás, as reflexões sobre busca de identidade é uma característica bem predominante nos livros de José Saramago. Um bom exemplo é " O Conto da Ilha desconhecida"  "É preciso sair da ilha para ver a ilha" uma das citações. Eu super recomendo ( e prometo desde já fazer uma resenha sobre ele rs).

Dakiel, mas e as aranhas?

 Para você que não curte as lindas aracnídeas, sugiro que não veja este filme (rs, brincadeira, assistam o filme é ótimo). Elas são colocadas de uma forma surreal, e é o grande barato simbológico e inteligente do longa que irá ajudar  entender (ou não) a história .  Você verá o porquê de eu ter falado que você ia pensar, pois esse filme vai fazer você pensar, e muito. 


Veja o Trailler 



  

Outlander - Série



Outlander é uma série exibida pela emissora STARZ,  uma adaptação da série de livros Outlander da escritora Diana Gabaldon. A série assim como os livros retrata a vida de Claire Randall enfermeira da Segunda Guerra Mundial que no final da guerra ao sai de lua de mel com o marido em uma viagem a Escócia se ver por meio de magia tele transportada no tempo para o passado especificamente o ano de 1743 em pleno levante jacobita (insurreições, rebeliões e batalhas nos reinos da Inglaterra, Escócia, Irlanda e Grã-Bretanha). Em meio essas batalhas Claire, uma Inglesa, se ver em meio aos escoceses que consideram os ingleses inimigos, para sobreviver Claire se aproxima dos escoceses utilizando seus dons de enfermagem e conhecimentos de ervas medicinais para ajudar aqueles que precisam e sobreviver até conseguir retornar para seu tempo.

A série é um show de história, retrata o sistema vassalagem dos clãs escoceses, o começo do levante jacobita e costumes da época, colocando a personagem principal no embate de tentar modificar o passado com as informações que conhece da história do passado e futuro. Ao descobrir que está no meio do levante, Claire se dar conta do que ocorrerá com os clãs, pois como ela veio do futuro ela tem sabe sobre algumas figuras históricas de grande importância e datas de acontecimentos que modificarão a vida do povo escocês.

Além dos fatos históricos existe o romance, pois Claire é levada a casar com um escocês para não ser entregue ao exército inglês, então Claire casa-se com Jamie Fraser e consequentemente se apaixona por ele, em meio a tanta confusão ela sempre procura voltar ao local que tem a magia que a levou ao passado querendo retornar para sua realidade.

A série está em sua segunda temporada (ainda não assisti, mas se for tão boa quanto a primeira vale muito asssitir), não irei me estender pois corro o risco de dar spoilers sobre momentos chaves, recomento para quem gosta de histórias com enredo envolvendo acontecimentos históricos e de uma boa série de ação, romance e drama.
A série de livros conta com 8 livros, pretendo iniciar a leitura dos primeiros ainda esse ano. 

Trailers:



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Romeu Imortal - Stacey Jay

" O amor tem a sua própria magia." 



Romeu Imortal é a continuação de Julieta Imortal, a história segue onde terminou a de Julieta Imortal, porém nesse livro vemos o desenrolar do destino de Romeu depois de tudo que ele fez para Julieta, encontramos os mesmos personagens porém numa versão de realidade diferente da que lemos em Julieta Imortal.


"Ela ri e sua risada dança pela noite, fazendo com que as estrelas brilhem ainda mais."

A história é basicamente sobre a redenção de Romeu. Para conseguir sua salvação ele terá que enganar uma garota e fazê-la se apaixonar perdidamente por ele, pois essa garota está destinada a ser perversa, e os seres "bons" que guiavam Julieta procuraram Romeu e ofereceram a ele a chance que Julieta rejeitou no fim de sua história (estou sendo evasiva para não dar spoilers), Romeu não teria outra opção além do sofrimento eterno se não aceitasse a missão que os Embaixadores da Luz lhe propuseram, então ele retorna para o corpo de Dylan e para o momento antes do acidente que inicia a história do livro anterior. A garota que Romeu tem que conquistar e fazer amá-lo é Ariel, a mesma garota que a alma de Julieta habitava, porém Ariel odeia Dylan por causa de uma aposta feita envolvendo a virgindade de Ariel, até ai Romeu teria um trabalho e tanto para conquistar a garota, mas a Embaixadora responsável por Romeu dar a ele apenas 3 dias para fazer Ariel amá-lo, ou ele retornara´ para seu antigo corpo que está apodrecendo e ficará nele até se tornar pó. 



Achei a história de Romeu muito bonitinha, porém me decepcionei com o final que para mim foi muito previsível e mal escrito, a autora durante toda história dar detalhes legais e que fazem uma ligação entre o que estar acontecendo tanto com Romeu como com Julieta, mas no final ela simplesmente pareceu estar cansada de escrever e resumiu. Achei o desfecho muito novela mexicana (não que seja ruim), mas que é muito previsível, melódico e sem sentido, acreditava que o desaparecimento da peça de Shakespeare na realidade que Romeu estava seria um grande mistério e teria uma revelação bombástica, mas não foi nada demais, nem tem explicação lógica. 
O significado do que a Ariel era para os Embaixadores e Mercenários para mim era só uma forma de "encher linguiça" no enredo e que não funcionou bem,  a autora colocou o perigo de Ariel se tornar a maligna das malignas e ser o aparador das almas perdidas apenas para que o romance tivesse algo a mais, entretanto a maneira que foi escrita faltou maiores explicações principalmente para essas partes que ela se tornaria a ruindade em pessoa e para o que aconteceu com o final de Julieta e Ben, (e  por que Julieta ainda tá sofrendo quando o final dela era obviamente feliz?). Satacey Jay tenta muito tornar seu Romeu parecido com o Romeu de Shakespeare através de suas falas, porém falha na maioria das vezes. 
Escrevi que a história de Julieta Imortal é lenta quando escrevi aqui, mesmo sendo mais interessante e agitada a história de Romeu deixou a desejar. Gostei de ler mais não é um livro que volte a ler, pois a história não me encantou tanto quanto achei que encantaria.


(Sis desculpa, amei os livros e vou guardá-los para sempre.)

domingo, 12 de junho de 2016

Como eu era antes de você - Jojo Moyers (Chorando até ficar sem cílios)



Os livros de Jojo Moyers deveriam vir com um aviso na capa dizendo que você vai sofrer, chorar, ficar de luto e que sua vida vai perder o sentido até você encontrar um livro que substitua a dor pela alegria de conseguir ler sem tanto sofrimento. Não estou dizendo que sofrer com seus personagens não seja bom, é sim bom, mas apenas um pouquinho, porém a Jojo me fez sofrer mais do que seria possível sofre por pessoas que só estão no papel.


É difícil para mim falar, escrever ou gesticular sobre esse livro mais vou tentar. Eu fiquei de luto por meses, não estou de brincadeira, passei meses sem ler nada depois que li Como eu era antes de você e li ele em 2013 e só consegui escrever sobre agora. Digo que fique de luto por que passei pelas fases do luto a negação( me negava a aceitar o fim do livro do jeito que a autora escreveu), raiva (tive raiva de Will, de Lou e de Jojo Moyers, por ter me feito sofrer), barganha (nem sei o que pensei em oferecer a Jojo para ela mudar o fim da história, mas com certeza barganhei, e prometi não ler mais nenhum livro dela, promessa inútil), depressão ( me deprimi muito fiquei muito tempo desgostosa de ler outro livro, uns 3 meses sem leitura) e aceitei (aceitei que não tinha mais volta e que a autora faz o que quiser com seus personagens, e por aceitar voltei a ler livros de autoria dela).


Como eu era antes de você conta a história de Lou Clark (ou Clark como Will a chama) uma mulher sem ambições que perde o emprego gostava e se ver a procura de outro e nessa procura torna-se cuidadora (mesmo não sabendo ser cuidadora) de um tetraplégico (que vai mastigar seu coração e cuspir sem dó nem piedade) Will Traynor. Will era tudo que Lou não é, enquanto Lou é a garota recatada (apesar das roupas extravagantes) sonhadora, sem ambições, humilde e conformada com sua vida simples e sem graça, Will era o empresário bem sucedido, ambicioso, aventureiro e com uma vida cheia de novas possibilidades que se ver preso em uma cadeira de rodas podendo mexer apenas a cabeça e um pouco da mão direita. Nessa condição Will toma a decisão de ir a uma clinica que fornece (promove, faz. Não sei bem se é assim) a eutanásia e marca o dia e a hora de sua morte, os pais de Will resolve como último recurso contratar uma cuidadora (mulher) para iluminar os dias de Will e fazer com que ele desista da ideia da eutanásia. Lou acaba sendo a luz na vida de Will que depois do acidente se torna um homem rabugento e mal-humorado, ambos se apaixonam e a história acaba. (sei que devem se pergunta, então por que o sofrimento todo? adivinhem?, mesmo assim é triste o amor deles).
O livro se tornou filme, a estréia é esse mês (se já não foi), os atores escolhidos para viver a Lou e o Will foram Emilia Clarcke Sam Caflin. Sei que vou sofrer novamente com a história traduzida em filme. Espero que não desistam de ler Como eu era antes de você, só para não chorarem um pouquinho, é uma história linda, cheia de bondade, amor e aprendizado, amei Will e Lou são personagens que nunca esquecerei, estão entre os meus favoritos e  as vezes quando me perguntam que livro recomendo Como eu era antes de você sempre está na lista, portanto leiam não apenas ele (todos os livros da Jojo Moyers são maravilhosos), assistam o filme e se emocionem com ambos, pois chorar as vezes é bom e faz bem para o coração.

  

Ah! a capa do livro e a diagramação é linda :)  

Trailer do filme:


sábado, 11 de junho de 2016

Downton Abbey



Downton Abbey é uma série britânica que retrata a vida dos Crawleys uma família da aristocracia inglesa e seus criados, a série inicia retratando o ano de 1912 especificamente um dia depois do naufrágio do Titanic episódio que atinge a família drasticamente, pois o principal herdeiro de Downton Abbey morre no naufrágio, herdeiro que possivelmente se cassaria com uma das filhas do ainda dono de Downton Abbey (naquela época as mulheres não podiam herdar os bens ou as propriedades, por isso eram passada para o parente homem mais próximo, mesmo que esse fosse um desconhecido), com esse acontecimento um parente distante e pobre dos Crawleys será o novo herdeiro e a família tem que se preparar para que o herdeiro aceite a filha mais velha como esposa, para que a propriedade continue na família. A família Crawley se preocupa unicamente em assegurar que a filha mais velha do conde Lady Mary Crawley consiga encantar o futuro herdeiro e esse case-se com ela, a própria Mary é educada para isso (percebemos no decorrer da série) e aceita sua condição, pois não quer perder o título de nobreza.


A segunda temporada retrata a Primeira Guerra Mundial e mostra que o castelo onde os Crawleys vivem foi utilizado como hospital,  e também como Downton Abbey enfrenta a época da Guerra e pós guerra, mostrando através dos personagens e seus diálogos como esse acontecimento atingiu a população britânica. A série nos deixa por dentro dos costumes da aristocracia britânica e da vida da criadagem fazendo um paralelo entre a vida dos afortunado e dos menos afortunados.

Amo série e filmes que retratam acontecimentos históricos e a série me ganhou no primeiro episódio, a maneira como mostra os costumes e acontecimentos da época através dos olhos da aristocracia e de seus criados, esses que muitas vezes nunca chegaram a sair de Downton Abbey, isso foi muito bem exposto pela produção da série. Além de tudo a locação exterior da série é de tirar o fôlego o castelo que ela é filmada está localizado em Hampshire  é conhecido como Highclere Castle.


Assisti 5 temporadas, e me emocione de diversas maneiras, tive raiva, chorei, fiquei injustiçada, me apaixonei e ainda não me conformo que ela não foi renovada por isso estou demorando para assistir a sexta temporada. 

PS: Contamos com a linda atuação de Maggie Smith (a sempre adorável professora Minerva McGonagall) no papel da sofisticada, metida e elegante Costance Condessa de Trentham.




quinta-feira, 9 de junho de 2016

Osso e Ferrugem (DE ROUILLE ET D’OS – 2012)

“Com fraturas na mão, você nunca mais será o mesmo. Em cada luta ou golpe você vai se lembrar, seja cuidadoso. Mas, de vez em quando, a dor vai voltar, como agulhas, como estilhaços de vidro”


Ali é um lutador desempregado que se ver de uma hora para outra com  responsabilidade de  cuidar do filho que mal conhece, um homem (confuso) que não sabe como se relacionar com uma criança de cinco anos, mas que procura ser um bom pai de uma maneira distorcida e verdadeira, Ali resolve ir morar com a irmã a partir daí sua vida começa a melhorar. Em paralelo vemos a vida  Stéphanie uma treinadora de baleias, que é uma pessoa reservada. Ali e Stéphanie se encontram quando Ali trabalha de segurança em uma boate e após uma briga ele ajuda Stéphanie  a ir para casa. Uma tragédia ocorre na vida de Stéphanie  e depois de sua recuperação ela resolve telefonar para Ali, depois disso os dois se tornam amigos e amantes. Ali admira a força que Stéphanie tem para seguir em frente mesmo com todas dificuldades que enfrenta após o acidente de trabalho.


           

Esse filme poderia se um drama cheio de melodrama sobre a superação pela força do amor ( meio Nicholas Sparks, até esperei a morte de um personagem querido), porém foge disso o filme é um drama cru (como assim cru?) ele introduz a dor das tragédias e os relacionamentos de forma tão natural, sem aquele romance adocicado que estamos acostumados a ver nos filmes hollywoodians. O telespectador ver Ali passar de um cara seco e bruto para um cara seco bruto e que tem sentimento, Stéphanie e Ali descobrem que um precisa do outro e que as dificuldades que surgem na vida deles podem se ultrapassadas e menos dolorosas se eles estiverem juntos. Osso e ferrugem  é um romance lento, bonito e agradável, as cores utilizadas pela produção do filme ajudam a dar um ar de calmaria a história desses personagens, mesmo que algumas cenas não remetam a calma. O que não me agradou muito foi apenas uma música na trilha sonoração  (achei sem sentido), mas entendi o que a produção quis alcançar com essa música e com a cena em que ela aparece (música Firework da Katy Perry). O filme tem um enredo bom e personagens fortes que instigam a curiosidade de como a história vai terminar e se perguntar o que vem depois para as personagens.

Marion Cotillard dá um show de interpretação como sempre que gostou dela quando ela interpretou Edit Piaff em Piaff: Um hino ao amor, não irá se decepcionar. 

Osso e e Ferrugem é baseado nos conto "Rocket Ride" e " Rust and Bone" do Rust and Bone de Craig Davivdson.



OBS: TEM NA NETFLIX

terça-feira, 7 de junho de 2016

Orphan Black

Assim que vi no catálogo da Netflix achei que seria mais uma série de drama e ficção, mais uma clonagem de outras séries, porém me surpreendi com o enredo, e olha que sou daquelas pessoas que  é #caçadoradespoiler e mesmo com todos spoilers que li a série conseguiu me deixa de boca aberta.


A série conta a história de Sarah Manning (lembra a Sarah Connor), que se depara com uma mulher idêntica a ela  no metrô e presencia o suicídio da mesma que se joga nos trilhos do metrô, e simplesmente após o ocorrido Sarah resolve roubar os pertences da mulher e posteriormente a identidade, claro Sarah é uma pessoa problemática que foi afastada da filha por se envolver com coisas ilegais, até ai parece mais do mesmo, porém Sarah descobre que existe mais mulheres idênticas a ela e que essas mulheres estão a procura de respostas para desvendar o que elas são e por que são aparecidas se não são irmãs. No decorrer da primeira temporada Sarah se encontra com suas outras "gêmeas" e juntas tentam encontrar as pessoas que podem ter as respostas e que são responsáveis pelos experimentos genéticos que geraram as clones (isso mesmo, elas são clones).
O clube das clones como elas se denominam, enfrentam pessoas que querem manter os experimentos em segredos e que querem descobrir a original (aquela que tem o DNA inicial). Elas se deparam além do grupo que quer por as mãos em todas as clones com um grupo de fanáticos religiosos que acreditam que elas são o mal e querem destruí-las.


A atriz Tatiana Maslany é quem faz a personagem principal e suas clones, ela surpreende em todas as personagens, ela se entrega por completo a cada personagem que você consegue identificar quem é quem mesmo que a Sarah esteja se passando por qualquer outra clone, ela faz com maestria todas as personagens é tanto que ela ganhou o Critisc' Choice Television Award de melhor atriz dramática de 2013. Não escreverei mais por que posso acabar dando muito spoilers (mesmo gostando de destribui-los) assistam vocês não vão se arrepender.

Ps: A Helena é minha clone preferida :)

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Julieta Imortal - Stacey Jay


"Ela lutará pela luz, e ele pela escuridão.
Lutando por século pela doce centelha do amor.
Sempre que duas almas se amarem de verdade, vocês os encontrarão
A corajosa Julieta, e Romeu, o desertor." 
(Cântigo italiano medieval, autor desconhecido)




Julieta cometeu suicídio, Romeu é o culpado,  e a alma de ambos são condenadas a viver durante séculos habitando corpos que pertencem a outras almas. Julieta foi enganada por seu verdadeiro amor, sua alma gêmea o homem a quem amou sem temer o futuro que lhe esperava, Julieta agora através dos séculos ajuda amantes a se juntarem e viverem seus felizes para sempre, enquanto Romeu tenta destruir essas uniões, ex-amantes lutando entre si para ver para unir e separar possíveis almas gêmeas. Essas personagens criadas por Shakespeare ganham um versão diferenciada nesse romance de Stacey Jay, os antes enamorados e casados Romeu e Julieta agora são inimigos. 


" Uma parte de mim sente que amar é um sacrilégio, mas não me importo. Não há nada no mundo como Romeu.Pelo resto da minha vida, ele será ele será o único deus cujos os pés me ajoelharei."


Julieta tem uma missão encontrar o próximo casal que irá ajudar a ficar juntos, porém em seu em sua jornada ela passa a sentir novamente as sensações de estar apaixonada, sentimento que ela acreditava não poder sentir mais, pois o amor para ela só trazia lembranças dolorosas e sombrias. 
A história tem um bom inicio e fim, prende o leitor nos primeiros capítulos, porém é morna mesmo que bem escrita, deixa o leitor curioso, mas em meu caso achei que faltou surpresas em suas revelações, para mim foi muito previsível, é claro que prende  o leitor acredito pelo fato de você querer saber se irá ter um desfecho memorável, se Julieta vai conseguir cumprir com sua última tarefa,  se Romeu é realmente o monstro que Julieta pinta, curiosidade para saber o porquê desses amantes serem inimigos mortais e tentar entender quem são os seres que comandam a alma deles.


" O amor verdadeiro não pode competir com a queda. É uma escalada pela face rochosa da montanha, um trabalho árduo, e a maioria das pessoas é egoísta ou tem medo de tentar."

Alguns detalhes da história são bem desenvolvidos, como a explicação sobre a peça de Shakespeare, e a ligação entre Julieta e Romeu e o escritor, também a inclusão de personagens que aparecem na peça e que Stacey Jay soube acrescentar magistralmente ao seu romance foi perfeita mesmo que óbvia (para mim). 

" Uma Rosa com outro nome ainda teria o cheiro do impossível. Eu preciso de um corpo, não de um nome".

Tem um enrendo lento e sem grandes revelações, com personagens interessantes principalmente por serem  personagens conhecidos pela sua tragédia. Algumas frases são bem desenvolvidas dentro do enredo e remete ao leitor a obra de Shakespeare. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O retrato ( The bookman's tale) - Charlie Lovett

Sinopse: 1995. A morte precoce de Amanda Byerly foi um golpe duro, que encheu de tristeza o coração de seu marido, Peter. Mais introspectivo do que nunca, ele decide deixar os Estados Unidos e se instalar na Inglaterra, onde passa a se dedicar à recuperação e à negociação de livros raros.

Em um de seus dias de pesquisa solitária, Peter se depara com o retrato de uma jovem muito parecida com sua amada esposa, guardado dentro de um livro. A semelhança impressiona, mas a aquarela foi pintada há muito, muito tempo. Trilhando um sinuoso caminho entre a era vitoriana e o final do século XX, Peter passa a investigar a origem do misterioso retrato. As pistas acabam por levá-lo a se envolver em um mistério histórico: uma obra perdida do dramaturgo William Shakespeare.


UM LIVRO FEITO PARA AQUELES QUE AMAM OS LIVROS.
Um amante de livros, um homem solitário, apaixonado e obsessivo são características de Peter Byerly, o que tem demais nisso? nada demais, apenas uma história envolvente que nos levar para o meio da discussão literária que dura séculos, quem era Shakespeare? Ele realmente existiu? Era o Edward de Vere? Francis Bacon? Quem realmente escreveu as peças do famoso dramaturgo Elisabetano?, com essas perguntas e a discussão entre Stratfordianos e Oxfordianos sobre a verdadeira identidade de William Shakespeare, Chalie Lovett nos envolve em um romance de obsessão pelos livros, pela história dos colecionadores, dos falsificadores do maior escritor inglês. Lovett nos mostra Peter Byerly um vendedor de livros que se ver envolto no mistério sobre a identidade de Shakespeare, porém não apenas isso o autor criou um romance que ilumina os apaixonados por livros a acreditar numa possível solução para as perguntas acima (é claro que ele esclarece ser ficção), mas a história é cheia de acontecimentos históricos que povoaram a literatura. Lovett se encarregou de citar escritores, falsificadores e colecionadores de livros que realmente existiram, para preenche de verossimilhança seu texto.

"Aqueles que entrarem aqui busquem não apenas o conhecimento, mas sabedoria"


O passado e presente se envolve de forma lenta e singular, é mostrado ao leitor como os acontecimentos se encaixam sem muita correria nas informações fornecidas na história. 
Eu me encantei com o personagem principal e sua adoração pela esposa e pelos livros, me vi muito nesse personagem e entendi o amor dele pelos livros.

" Antes ele pensava nos livros apenas como seu escudo, mas naquele momento eles pareciam ganhar vida própria, não tanto como obras de literatura ou história ou poesia, mas como objetos, coleções de papel e linha e tecido e cola e couro e tinta."


Algumas descobertas de Byerly são unicamente pela curiosidade de descobrir de quem é o retrato da jovem que é idêntica a sua falecida esposa, o enredo começa a se desenvolver a partir dessa curiosidade de Peter que se ver envolvido em uma trama de falsificações de livros raros, na descoberta da verdade sobre Shakespeare  e na recuperação de sua vida após a morte de sua Amanda. Nos é dado as informações que fazem sentir empatia pela dor de Peter e sua reclusão, Lovett deixa o leitor saber por que Byerly amava tanto sua mulher ao ponto de se refugiar em sua dor, enquanto isso ele também nos guia nos acontecimentos que possivelmente culminaram para não descoberta de escritos pela mão de Shakespeare. 

"Aposto que você nunca pensou que o mundo dos livros fosse tão perigoso."


O mundo de O retrato tem mistério, amor, obsessão, morte,perigo, mentiras e livros.

"...falsificar é contar mentiras. E, não importa quanto você seja bom em mentir, se fizer muito isso, pode se enterrar tão profundamente que a única forma de sair parece ser o assassinato."


Bibliotecas famosas e escritores famosos estão no enredo desse romance e enlaçam-se através de épocas distintas para contar uma história fascinante sobre a literatura inglesa e como mudaria a percepção de muitos e mudo literário se fosse descoberto textos escritos a mão por Shakespeare ou se alguém pudesse provar que realmente foi o famoso dramaturgo. Você é um Stratfordiano ou um Oxfordiano? 

 " Que ele fosse um monumento à tolice, Philip pensou, um tributo vazio ao que acontece com um homem que coloca o dinheiro acima do amor, a rivalidade acima da integridade, a falsificação acima da realidade."


A narrativa é bem amarrada, Lovett consegue com maestria ligar os fatos históricos e seus personagens. O livro me encantou assim que li a sinopse, resolvi não me aprofundar em detalhes ao escrever sobre ele, pois corro o risco de dar spoiler, me diga quem não iria querer: 

"Achar um livro que mudasse a história"








domingo, 20 de setembro de 2015

Thirteen Reasons Why - Jay Asher

"Era exatamente isso que eu queria para mim. Queria que as pessoas confiassem em mim, apesar de qualquer coisa que tivessem ouvido. E, mais do que isso, queria que me conhecessem. Não aquilo que pensavam saber a meu respeito. Mas eu de verdade."


"Você não pode interromper o futuro, nem modificar o passado. O único jeito de descobrir este segredo é apertando play►."

Thirteen Reasons Why em português Os 13 porquês, não é um livro sobre a forma correta de escrever a palavra porquê, mas uma história que nos leva para a vida e morte de Hanna Baker, uma garota que se suicidou e que deixou para 13 pessoas, registrado em fitas cassetes o porquê do envolvimento delas na sua morte. Nas fitas, Hanna explica para cada ouvinte que treze motivos a levaram a cometer suicídio e que cada um deles precisa ouvir todas as fitas e descobrir qual foi sua contribuição.
A história nos leva a conhecer o co-narrador Clay Jensen, um garoto que recebe, como todas as outras pessoas antes dele, as 13 fitas gravadas por Hanna. Acompanhamos Clay na sua agonia para descobrir qual fita pertence a ele e o motivo dele esta envolvido. Durante a narrativas de Hanna, enquanto Clay escuta as fitas, ele nos leva a conhecer os lugares quais Hanna frequentou e ver as pessoas que também fazem parte das razões e são julgados por Hanna como culpados pelo  sua morte.

“Uma pessimista? Uma otimista? Nenhuma das alternativas. Uma idiota.”


O leitor como Clay é levado a curiosidade de descobrir cada motivo e seus envolvidos, nós não temos  as fitas, porém a cada página há um novo cenário, uma nova razão e um novo culpado que nos envolve com a narrativa e prende a atenção do leitor a vida torturante, triste e depressiva de Hanna. Muitos das razões que Hanna nos apresenta achei fútil e pequena, mas me coloquei no lugar dela em muitas das situações, senti a dor da personagem, seu medo, suas dúvidas e dor, me perguntei muitas vezes durante a leitura se ela poderia está viva, mas é bem claro desde o inicio que ela está morta. Clay sofre por estar nas fitas, sofre por Hanna e pelas pessoas envolvidas. 
Faz bastante tempo que li e não quero dar spoilers, e algumas coisas nem lembro, mas é uma leitura que me marcou, e as pequenas coisas que as pessoas presentes nas fitas de Hanna fizeram elas podem até parecerem sem valor e importância para quem pratica, porém para quem sofre o bullying como Hanna sofreu essas coisas são gigantes, tão gigantes que chegam a esmagar.